Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 26/08/2021

A fuga de cérebros é um fenômeno caracterizado pela saída de cientistas de uma nação para outra em busca de melhores oportunidades profissionais. No Brasil, esse fenômeno, fomentado pelo precário financiamento governamental e pelo amadorismo da ciência, afeta diretamente o desenvolvimento técnico e científico do Estado e por isso, deve ser combatido.

Nesse sentido, é evidente que a falta de investimentos estatais prejudica a realização de pesquisas e trabalhos científicos no Brasil. Tal afirmativa pode ser relacionada à questão da Universidade Federal do Rio de Janeiro, importante centro de pesquisas do país, que divulgou em 2021 a possibilidade do encerramento de suas atividades devido a falta de verba. A negligência governamental com relação ao desenvolvimento evidenciada, assim, ilustra a necessidade dos pesquisadores brasileiros por um suporte financeiro estrangeiro.

Além disso, a diáspora de cérebros é motivada pelo pouco reconhecimento da profissionalização científica na sociedade brasileira, esse descaso é comprovado pela localização do Brasil, em décimo terceiro lugar, no ranking de produção científica mundial. Em adição, a falta de oportunidades, em decorrência da redução de bolsas de ensino e da carência de infraestrutura nas universidades, desestimula muitos cientistas que deixam de ver o país como um mercado promissor. Dessa forma, as condições com as quais os profissionais brasileiros precisam lidar incentivam a migração de cérebros em detrimento do desenvolvimento técnico e científico do Brasil.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, é dever do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) garantir a valorização da ciência por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar um aumento da porcentagem do produto interno bruto (PIB) direcionado à ciência. É necessário também, maior apoio governamental em fundações que visam a prosperidade da ciência brasileira, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Espera-se, com essas medidas, a extinção dos desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil.