Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/06/2021
O advento das Grandes Navegações, ocorrida no século XVI, trouxe à modernidade a disseminação dos saberes e o contato mútuo entre diferentes modelos de escolarização. No entanto, o Brasil lida atualmente com a migração de estudantes para nações que lhes dão mais oportunidades, - como a maior disponibilidade de recursos e mercado de trabalho amplo - tornando-se um grande conflito e, por isso, demanda intervenções. Ademais, é imperioso ressaltar as principais motivações para tal problemática: a carência de atenção à educação e a burocratização do estudo científico.
Em princípio, convém destacar a falta de investimentos destinados a escolas e faculdades brasileiras, ocasionando em baixa expectativa de futuro de profissionais contemporâneos, um dos empecilhos para a superação do impasse. Outrossim, segundo o filósofo Aristóteles, o conhecimento é a base para a vida do hodierno. Por consequência, a ausência de valorização educacional gera empobrecimento da consciência intelectual da sociedade. Logo, é inadmissível que essa situação perdure.
Além disso, nota-se no contexto verde-amarelo alta burocratização dos estudos científicos, em razão do atraso dos processos para o seu desenvolvimento e conclusão, resultando em um retrocesso no letramento desses jovens. De maneira análoga à Revolução Industrial inglesa, do século XVIII, quando o trabalho fabril exigiu evolução dos mecanismos da ciência visando atender a qualidade dos produtos, indubitavelmente, um fato que opera de forma lenta no Brasil. Desta forma, devido a incerteza no trabalho de pesquisa, há alta migração de estudantes.
Urge, pois, que medidas sejam tomadas a fim de se coibir o problema discorrido. Portanto, cabe ao Ministério da Educação elaborar projetos de lei que sustentem a pesquisa universitária, por meio de destinação de verbas a essas entidades - faculdades e institutos de ciência, por exemplo - objetivando atrair os estudantes a consolidarem seus projetos no local de origem e trazer tecnologia ao país. Com isso, o Brasil garantirá a permanência do conhecimento em fronteiras próprias.