Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 24/05/2021
A peste negra dizimou boa parte da Europa. Visto que, à época, a aplicação das medidas profiláticas e preventivas eram embrionárias. Todavia, isso mudou e morbidades são controladas por meio de vacinas, graças à ciência. Ainda assim, as mutações características de microorganismos impelem aos cientistas a correrem contra o tempo. Nesse contexto, infelizmente, ocorre a “diáspora científica” no Brasil, fruto do deficiente investimento tecnológico, mas também da falta de dados acerca do tema.
Inicialmente, é preciso compreender que a efetividade científica está atrelada à perícia do cientista, mas também aos equipamentos que dispões para pesquisar. Nessa lógica, a exemplo, sopõe-se haver dois cientistas, um deles dispõe de microscópio eletrônico, ao passo que o outro possui um óptico, sabe-se que o eletrônico amplia cerca de 166 vezes mais que o óptico e possibilita, assim, ao cientista perceber à estrutura interna do que vê, a composição, e de modo geral possibilita a uma precisão matemática à pesquisa/estudo. Assim, naturalemente, o aspirante à cientista que possui perícia buscará um meio (outro país) com tecnologia de ponta para que possa ter sua efetividade maximizada.
Nesse contexto, destaca-se que o fenômeno da diáspora é pouco estudado. Uma vez que não há dados fidedignos acerca do local de estabelecimento do imigrante, bem como do ofício desenvolvido, e outras informações indispensáveis para que se possa avaliar com precisão à problemática para erradicá-la, conforme Ana Maria Carneiro, pesquisadora da diáspora científica brasileira. Com isso, a própria população é quem sofre, fato que veio à tona com a corrida da vacina da COVID-19, que precisou de parcerias estrangeiras, como foi o caso da chinesa “coronavac”. Paralelo a isso, na ponta da linha, empreendedores viram seus negócios desmoronarem, enquanto que milhares sofreram como o termo vital dos entes queridos, situações que poderiam ao menos serem minimizadas, caso houvesse equipamentos de tecnologia de ponta para os cientistas.
Destarte, é preciso que os cientistas brasileiros tenham técnologia de ponta para que possam se engajar em pesquisas, para tal o Ministério da Ciência, Técnologia e Inovação deve adquirir tais equipamentos, por meio de licitações. Em adição, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística deve levantar dados acerca da diáspora, por meio do contato com imigrantes, a fim de que haja conhecimento do problema e, com efeito, as ações para erradicá-lo sejam efetivas, a ponto do Brasil ser atrativo aos cientistas.