Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 23/04/2021
Na obra “Utopia”, de Thomas Moore, existe uma sociedade perfeita, na qual padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, ao se analisar a inércia ao combate da fuga de cérebros no Brasil para outros países, percebe-se que tal pensamento não retrata a realidade tupiniquim. De certo, este impasse se dá pelo desprovimento de ações governamentais e a falta de incentivo nas escolas.
Diante desse cenário, vale ressaltar à ausência de medidas do Estado para combater à saída de cérebros do Brasil. De acordo com o conceito do físico Isaac Newton, “para toda ação existe uma reação de igual intensidade e sentidos contrários”. De maneira análoga à fuga dos profissionais brasileiros, uma vez que, com o mínimo apoio do governo em projetos de extensão e pesquisas científicas, essa parcela da população buscam em outros países melhores condições de trabalho e maior infraestrutura para prosseguir com seus estudos. Como sugere os dados do Blog Cidadania&Cultura, em 2017, cerca de 21.300 profissionais qualificados foram para o Estados Unidos, o que mostra uma reação dos cérebros brasileiros frente a negligência do governo ao combate deste problema.
Outrossim, pode-se destacar a insuficiência de investimentos escolares para perpetuação desse entrave. Segundo professor Brian Street, é preciso educar para cidadania, caso contrário, restará uma sociedade mansa e acrítica. Desse modo, mostra-se necessário o uso correto da educação para população, porém, com o despreparo e falta de aparelhos tecnológicos nas instituições de ensino, muitos dicentes opinam em fazer o ensino médio e sua faculdade em países do exterior. Logo, acarretando obstáculos na formação de novos cérebros brasileiros e também desestimulando a permanência dos profissionais já formados.
Destarte, fica evidente que à fuga de cérebros deve ser combatida com mais atenção no Brasil. Portanto, cabe ao governo a elaboração de projetos para ampliar as redes de extensão e pesquisas nacionais, com intuito de diminuir à saída de profissionais qualificados da sociedade tupiniquim. Isso deve ser feito por intermédio de parcerias com grandes laboratórios e centros universitários, assim, combatendo de maneira efetiva à fuga destes brasileiros. Ademais, urge ao Estado o investimento em escolas, por meio de verbas destinadas a criação de salas de computadores e contratação de professores incentivem e auxiliem as pesquisas dos alunos, com objetivo de garantir permanência desses dicentes e profissionais já formados. Sendo assim, colocando em prática o pensamento de Thomas Moore.