Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 14/08/2021

O período da Segunda Guerra Mundial, juntamente com o holocausto na Alemanha e o sentimento de anti-semita -preconceito contra os Judeus-, provocou a emigração de muitos cientistas de países que estavam precários para os Estados Unidos, assim, ajudou no desenvolvimento econômico, no avanço das pesquisas e reconhecimento desse país. Nesse viés, não diferente à época de uma das maiores catástrofes da história do mundo, vê-se que os desafios no combate à fuga de cerébros é persistente na contemporaneidade brasileira. Dessa forma, têm-se que esse empecilho se dá por negligência governamental e tem como consequência a desvalorização cultural.

Sob essa prisma, a fuga de cérebros consiste em profissionais especializados, dotados de um alto conhecimento, que por motivos de poucas oportunidades laborais migram para países que precisam de suas habilidades. De acordo com a Receita Federal brasileira, foram registradas 8.170 saídas definitivas de pessoas, em 2017 o acréscimo foi de 21.701 -aumento de 165%. Nessa perspectiva, a falta de investimentos na educação e, consequentemente, nos trabalhos dos cientistas, faz com que cada vez mais aumente essa tendência de migração. Ademais, nota-se que prejudica também a tentativa de melhorar as condições financeiras dos brasileiros, visto que é o outro país quem acolhe as idéias, e que poderia evitar gastos desnecessários, pois sabe-se que o real é desvalorizado e o dóllar aumenta.

Outrossim, a ciência brasileira enfrenta uma situação de desprezo, na qual é ignorada pelas políticas públicas e sofrendo cortes orçamentários vertiginosos, o que se caracteriza como desvalorização cultural. Segundo um levantamento da BBC News Brasil, aponta que o país teria gasto, uma quantia em torno de 90 milhões de reais, com medicamentos cuja eficácia e segurança já haviam sido contestadas por estudo científico publicado em meados de 2020. Nessa prisma, as pesquisas dos cientistas brasileiros não ganham tanta valorização devido a experiência de sempre confiar nas descobertas de outros países. Desse modo, eles procuram trabalhos nesses países que supram suas expectativas trabalhistas, e ajuda tanto no reconhecimento quanto no desenvolvimento desse lugar.

Portanto, é notável que o combate à fuga de cérebros encontra-se em desafio e é necessário intervenções públicas para alcançar esse objetivo. Nesse quesito, é dever do Ministério da Educação, por meio das redes sociais -com fotos expositivas e vídeos que retratem os projetos dos cientistas brasileiros-, divulgar os trabalhos feitos e dar apoio para o seu desenvolvimento, seja até mesmo pela parte financeira mediante a doações, a fim de que a ciência tenha mais valorização no país e que os ensinamentos sejam compartilhados como uma forma educativa. Logo, com o apoio de todos os brasileiros esse quadro emblemático irá se reverter.