Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 14/10/2020

No Brasil até adotar o modelo de república, quando começou a aparecer as primeiras universidades, os jovens da elite migravam para Portugal para estudar e, posteriormente, trabalhar. Entretanto, na contemporaneidade, essa prática recebeu o nome de fuga de cérebros e continua sendo constante no território brasileiro. Nesse sentido, desafios como a investimentos insuficientes e a instabilidade do mercado precisam ser enfrentados a fim de combater de vez essa problemática no país.

Primeiramente, segundo a Constituição Federal de 1988, o estado tem a obrigação de proporcionar meios de acesso à tecnologia, pesquisa e inovação. Entretanto, a realidade vigente no país,que cada vez mais,cresce o número de brasileiros que saem de forma definitiva, confirma que as ações realizadas para proporcionar esse alcance aos brasileiros não são suficientes. Além disso, outro fator que influencia na fuga de cérebros é a diminuição de bolsas de estudos para o exterior, oferecidas pelo Governo Brasileiro, em que estudantes ou jovens estudam de forma temporária em outros países e retornam ainda mais capacitados para contribuir de alguma forma no Brasil. Dessa forma, é evidente que os investimentos feitos nessa área não conseguem atender toda a população, proporcionado a saída de cidadãos capacitados para outros países.

Em segundo lugar, estudantes sofrem com o futuro incerto no mercado de trabalho do país após a formação acadêmica. Em contrapartida, o Estados Unidos, um dos locais mais escolhidos pelos brasileiros para migrar, investe na capacitação profissional e oferece aos jovens,que acabam de entrar no mercado de trabalho, oportunidades em locais como, o Vale do Silício. Nessa lógica, no Brasil, o número de pessoas em busca de emprego não é proporcional com a quantidade de ofertas, o que resulta na saída definitiva de pessoas para outros países. Ademais, a falta de políticas públicas que valorizem a escolaridade(diploma) é óbvia, já que, até aqueles que possuem diploma sofrem com o desemprego no território brasileiro, Desse modo, é perceptível que o fenômeno da fuga de cérebros é potencializado pela instabilidade das ofertas de ofício que assombra o país.

Depreende-se, portanto que a fuga de cérebros é consequência da falta de oportunidades para todos. Logo, é essencial que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação destine verbas para o desenvolvimento da infraestrutura, através da modernização de laboratórios e construção de um polo tecnológico, tendo como referência o Vale do Silício, com o intuito de estimular o desenvolvimento dos jovens e possibilitar mais vagas de emprego. Assim, poderá garantir que os brasileiros tenham condições de realizar seus planos sem sair do Brasil.