Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 21/10/2020

Com o desencadeamento da Revolução Técnico-Científico-Informacional, por volta da década de 1970, a ciência, a tecnologia e a inovação caracterizaram os países de ponta no nova panorama mundial. Nesse sentido, tendo como com agentes principais, nesse contexto, jovens estudantes promissores. Porém, o Brasil, pela falta de protagonismo nessa nova conjuntura, conduz mentes prósperas a um êxodo  massivo em busca de condições melhores. Desse, modo, analogamente a isso, convém analisar pontos como: a falta de aparato governamental e a mínima valorização de pesquisadores.

Em primeiro plano, o limitado número de centros tecnológicos, associado a um escasso investimento estatal em pesquisas, evidenciam uma realidade difícil para a ciência brasileira. Em vista disso, no período do Segundo Reinado, século XIX, a ‘Era Mauá’ tentou promover um desenvolvimento industrial e tecnológico na sociedade canarinha, contudo, os grandes produtores de café estagnaram esse processo, tendo em vista que a economia era fomentada pela produção de “comodities”- produtos de baixo valor agregado-. Dessa forma, nota-se como uma sequência histórica influenciou no lento progresso científico atual, deixando à cargo das universidades o papel de prosseguir esse curso de inovações, embora com insuficiente aporte.

Além disso,  a baixa remuneração de prósperos mestres e doutores, agregado ao pouco reconhecimento social social desses indivíduos é outro ponto de destaque. Nessa perspectiva, na série norte americana “A teoria do Big Bnag”, é mostrado como um físico indiano renomado vai para os Estados Unidos em busca de sucesso profissional e financeiro. Assim sendo, em paralelo a isso, jovens brasileiros vão todos os anos para outras nações, que detém de expressivos índices de investimento em inovação e pesquisa. Logo, a falta de uma bonificação financeira adequada a ‘mentes’ que levaram uma vida toda de preparação e estudo, faz o país, que propaga o progresso em sua bandeira, perder talentos para outras territórios.

Fica evidente, portanto, que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com universidades, deve aumentar, significativamente, a destinação de verba para o progresso tecnológico da nação. Por meio de um planejamento específico no orçamento financeiro anual direcionado a isso. Assim, com a criação de centros de inovação em pelo menos um Estado Federativo, bem como fornecer bolsas para formação de mestres e doutores, priorizando boas remunerações posteriormente. No mais, difundir na sociedade a importância desses profissionais para o benefício da população. Espera-se, com isso, que o país tome uma posição de destaque na produção de conhecimento.