Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 13/10/2020
O Vale do Silício – região de forte atividade industrial nos Estados Unidos – é amplamente conhecido, devido à importância do desenvolvimento de tecnologias hoje. Contudo, o que é realidade na América do Norte aparenta ser utopia na sociedade verde e amarela, fato que reflete os desafios no combate à fuga de cérebros. Com efeito, a mazela evidencia-se, sobretudo, pelo diminuto incentivo político aos cientistas, o que,consequentemente, acarreta a submissão do Brasil às técnicas produzidas por outros países.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a maneira displicente que a ciência é concebida pelos políticos é uma problemática. Nesse sentido, a reduzida aplicação monetária do Estado no desenvolvimento de estudos, em razão deles atribuírem pouca relevância a esse campo e priorizarem substancialmente o setor primário, repercute na dificuldade da população intelectual de gerar artifícios sofisticados, como celulares e computadores, e, potencialmente, a higidez tecnológica do Brasil. Comprova-se, assim, pela experiência da neurocientista Suzana Herculano, pesquisadora brasileira de destaque mundial – que por conta da escassez de recursos laborais e a falta de apoio financeiro dos políticos migrou em busca de melhores condições de trabalho para Tennessee, EUA , segundo uma reportagem do jornal Globo. Logo, a passividade dos superintendentes com o progresso da ciência é responsável pela fuga de cérebros, sendo assim, algo grave não somente aos cientistas, mas também ao futuro do Brasil.
Por conseguinte, o universo pouco amistoso para a prosperidade das inovações fomenta a dependência do Brasil a países desenvolvidos. Posto isso, a ausência dos “cérebros” prejudica a execução de uma eficaz indústria nacional, similar ao Vale do Silício, o que origina uma elevada importação de produtos tecnológicos de alto valor, sendo assim, desfavorável à economia do Brasil. Além disso, a dependência desse a países desenvolvidos é ainda fomentada pela concepção depreciativa da ciência e das fábricas brasílicas. Nessa lógica, a manutenção do cenário atual é fruto também do baixo consumo de marcas brasileiras no próprio país, conforme dados do Ministério da Economia. Destarte, é inaceitável esse cenário.
Portanto, a fim de suprimir o hiato existente entre a realidade estadunidense e a brasileira, é necessário afrontar o fenômeno. Desse modo, a mídia deve promover ações de “merchandising” social por meio da inserção de temas relacionados ao debate em telenovelas e filmes. Enquanto isso, fertilizar uma reflexão da comunidade, com o propósito de estimular a participação de mais pessoas no domínio. Espera-se, sob tal perspectiva, a evolução da ciência, bem como o desfecho da fuga de cérebros.