Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 18/09/2020
Tem-se conhecimento do crescimento do número de pessoas recém-formadas que saem do país em busca de melhores oportunidades no exterior, segundo dados, o número de idas de profissionais para os Estados Unidos em 2011 era de 8.170 pessoas e no ano de 2017 o número ultrapassa 21.236 pessoas. Logo, é possível perceber como isso preocupa os pesquisadores e especialistas brasileiros, no âmbito da ciência e desenvolvimento, diante isso, a falta de investimentos em melhores oportunidades se faz presente e com isso podendo acarretar em graves problemas.
Certamente, uma das principais causas para o acontecimento da fuga de cérebros no Brasil, se dá por não haver grandes oportunidades para doutores recém-formados, ainda mais se tratando dos mais jovens. No Brasil, para ingressar em uma boa universidade é muito difícil e pode custar muito, e o que ocorre após a conclusão do curso, é a intensa procura no mercado de trabalho, procura por um cargo que realmente seja valorizado tal função ou por um lugar onde atuar. O problema também está além do não investimento, na não motivação e estimulação em formar grandes profissionais e os poucos que se formam não encontram espaços para exercer o seu trabalho, pois não há um ambiente propicio, já que o estado e o governo não fazem grandes investimentos em pesquisa, tecnologia e desenvolvimento. E infelizmente isso ocorre com mais frequência na área da ciência e desenvolvimento, havendo assim uma desmotivação por parte do dos profissionais, acarretando na saída do seu país para buscar em outros países melhores oportunidades, com uma atuação mais digna e com melhor desenvolvimento profissional.
Por consequência, o país que perdeu cérebros, perde chances de se desenvolver, de se tornar melhor na área da ciência, na saúde ou tecnologia, deixando de ser referência, acarretando assim em uma série de problemas, por exemplo, resolver causas sociais pode ser um processo ainda mais lento, o sistema de saúde com mais demanda e com poucos profissionais atuando na área, na questão da pesquisa e desenvolvimento, o país continuará a ser um país em desenvolvimento e não avançando em outro nível, fazendo com que sempre haja um atraso social, econômico, tecnológico e cultural em relação aos demais países.
Diante do exposto, faz-se necessário a criação do apreciamento ao desenvolvimento e da formação de bons profissionais, por parte de toda a população, principalmente do governo, sendo que esse deve fazer maiores investimentos em melhores oportunidades, em parceria com redes privadas, para melhor desenvolvimento do próprio país, e também para não haver mais a fuga de profissionais qualificados, diminuindo a desmotivação, trazendo melhores resultados para todo o mercado profissional e ao país.