Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 15/09/2020

O nomadismo é a principal característica precedente à Revolução Neolítica. O homem da “pedra polida” constantemente migrava para outras regiões em busca de melhores condições de subsistência. Analogamente, o Brasil encontra-se na mesma situação. Por falta de investimentos na ciência, doutores de alta patente compram passagens só de ida com destino à países que reconheçam tal especialização e invistam pesado no avanço técnico-científico da nação.

Primordialmente, de acordo com uma pesquisa feita por Fernando Nogueira, o número de “fugitivos” para os Estados Unidos aumenta ano após ano, ou seja, profissionais extremamente qualificados deixam o Brasil à procura de locais que realmente invistam na ciência e tecnologia.

Ademais, é notório que esse descaso dos governantes com pesquisadores afeta significativamente o avanço do mesmo. Um exemplo desse descaso é a neurocientista brasileira de maior destaque mundial Suzana Herculano-Houzel. Ao trocar a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) por uma dos Estados Unidos, deixou uma carta dizendo ter se cansado do ambiente que incentiva a mediocridade, além de a ciência brasileira estar agonizante.

Portanto, é imprescindível que o Estado tome providencias para superar o impasse. Para que doutores altamente qualificados e formados no Brasil não deixem o país por falta de infraestrutura, urge que Estado faça maiores investimentos na área científica e tecnológica, por meio de parcerias e financiamentos junto aos profissionais, garantindo-os uma boa remuneração além de um vasto laboratório de pesquisa com as melhores ferramentas do mercado. Desse modo, o Brasil será um excelente ambiente para pesquisas e avanços tanto internos quanto externos e, finalmente, deixará de ser aquela “terra” de evasão já explorada, dando início, paralelamente, ao “sedentarismo da Idade dos Metais”.