Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 12/09/2020
A Constituição da República de 1988 garante a todo indivíduo o direito à educação e ao bem-estar social. No entanto, os desafios para o combate à fuga de cérebros no Brasil impossibilitam que uma parcela da população desfrute desse direito na prática. Isso se deve à falta de incentivo por parte do governo em pesquisas científicas e às condições precárias do sistema público de educação.
Antes de tudo, um sistema capaz de incentivar os pesquisadores é um fator essencial no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, o Brasil ocupa, consoante ao portal G1, a nona posição na economia mundial. Nesse sentido, seria racional acreditar que o país estimula e garante recursos para as pesquisas. Contudo, a realidade é o oposto e esse contraste é refletido na fuga de cérebros do país, como mestres e doutores, que poderiam contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da nação.
Ademais, faz-se mister salientar as condições precárias do sistema público de educação como impulsionador dessa mazela social. De acordo com Arthur Lewis, a educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido. Destarte, os investimentos na educação garantem a permanência de cérebros no país uma vez que um sistema educacional eficiente garantiria diversas oportunidades de pesquisas aos mestres e doutores, sem que seja necessário a fuga para outra nação. Portanto, infere-se que ainda há entraves para garantir a construção de um mundo melhor, sem a fuga de cérebros do país. Dessa maneira, impende ao Ministério da Ciência e Tecnologia, órgão responsável pelas pesquisas científicas, propor diretrizes e normas regulamentadoras, por meio de verbas governamentais, que garantam recursos para o incentivo às pesquisas e aos mestre e doutores, garantindo o máximo de oportunidades possíveis. Dessa forma, através da gestão de recursos eficiente, o Brasil poderia garantir a permanência de cérebros no país.