Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 08/09/2020
O Brasil e sua diáspora intelectual
Há anos, cortes massivos são feitos no orçamento da ciência brasileira, impossibilitando o trabalho de qualidade dos estudiosos e o desenvolvimento de novas tecnologias. Com isso, profissionais qualificados têm deixado seus postos no Brasil e procurado novas oportunidades no exterior, tendo o Estados Unidos como grande foco para migração.
Nesse âmbito, nos anos de 2011 a 2017, mais de 90 mil profissionais qualificados deixaram o país, tendo os Estados Unidos como destino definitivo. Visto que, com os grandes cortes do Fundo de Pesquisa Brasileiro fica impossível de evoluir cientificamente e ainda gerar uma vida digna aos pesquisadores. Dessa forma, muitos intelectuais têm abandonado suas pesquisas no Brasil e levado suas teses para países que oferecem melhores qualidades de vida e trabalho.
Enquanto isso, locais como os Estados Unidos e a Inglaterra investem, anualmente, bilhões em pesquisas e novas tecnologias, atraindo diversos pesquisadores do mundo inteiro. Como resultado, possuem PIB significativo no setor quartenário, o que possibilita um enriquecimento do país e melhor qualidade de vida dos habitantes. Assim, em épocas de crise global, como o ano de 2020, países tecnológicos conseguem criar maneiras de contornar os empasses mais facilmente do que os Estados atrasados, uma vez que esses países sofreram menos com o impacto financeiro gerado pela instabilidade política do que os outros Estados.
Portanto, é imprescindível que o Brasil combata a fuga de cérebros nacionais, para que, assim, o país possa evoluir tecnologicamente, se emancipar das dominações econômicas feito pelos grandes centros monetários e gerar uma maior qualidade de vida para a população. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação, junto com o poder Executivo, implemente medidas para gerar uma maior arrecadação para o Fundo de Pesquisas e incentive a população, desde o ensino básico, a se interessar pelas ciências acerca da humanidade.