Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 17/09/2020
Falta de direitos, sem reajustes e sobrecarga de trabalho. Essas são algumas das coisas que cientistas que escolhem ficar no brasil para seu mestrado, doutorado e pós doutorado enfrentam atualmente. Temos que, no Brasil, ao desenvolver do tempo, o governo criou um grande descaso voltado as condições de trabalho e pesquisa dos cientistas aqui formados. Com isso, cientistas brasileiros recém formados acabam indo procurar oportunidades de pesquisa em outros locais, oque acaba ocasionando a fuga de cérebros.
A população brasileira cresce mais a cada ano, logo temos cada vez mais pessoas formadas em diferentes áreas procurando oportunidades de emprego e pesquisa, com isso, temos cada vez mais pessoas “fugindo”. Mas são grandes os desafios ao combate desta fuga, com salários de bolsa que não recebem reajustes a quase dez anos e com os cortes de gastos que estão acontecendo, dificilmente serão reajustados tão cedo. Muitos direitos também não são inclusos nessa jornada, não existe 13º salário, plano de saúde, férias, e cientistas homens não tem direito a licença paternidade. Da mesma forma, não existe nem sequer garantia de estabilidade após a formação, o mercado de trabalho, em sua maioria, não gosta de investir em profissionais muito qualificados por serem mais caros.
Outrossim, o governo continua apresentando descaso voltado a área de pesquisa, isto é, segundo uma reportagem do G1, o MEC prevê um corte de mais de 4 bilhões no orçamento de 2021. Essa negligência gritante dos órgãos governamentais contra a educação e a pesquisa no país causam diretamente a fuga dos nossos potenciais pensadores. Mas isso não ocorre só em níveis de ensino superior, como desde o ensino público básico. Existem as aulas regulares, mas o incentivo real voltado para fatores como ciências e leitura tende a vir de professores em especifico, não do sistema de ensino por inteiro. Por isso, por essa negligência desde o ensino fundamental, tudo que temos voltado para a educação, mata aos poucos a vontade individual dos alunos pelo conhecimento.
Deste modo podemos ver com clareza que o principal desafio, aquilo que mais causa a fuga de cérebros é o próprio governo, que não dá incentivo algum. Aqueles que almejam um futuro de reconhecimento no meio cientifico acabam procurando oportunidades em lugares nas quais elas realmente existem e são justas. Pode ser dito que a única forma de incentivá-los a permanecer no Brasil, seria o governo reestruturar o incentivo a ciência e a pesquisa, desde o ensino básico até formações superiores. Afinal de contas, o mundo está mudando, avançando nas ciências, é necessário se adaptar e evoluir junto. Caso contrário, ficaremos estagnados em um presente que já é passado.