Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 05/09/2020
Platão, filósofo do século V a.C, mediante a Teoria de Calipólis, conscientizou os cidadãos atenienses acerca da importância do conhecimento para o progresso de um Estado Ideal. No Brasil, entretanto, existe dificuldade para manter tal atributo em território nacional, visto que desafios como a falta de investimento para comunidade científica e a não perseverança empreendedora por parte do Governo precisam ser elucidados para que, certamente, a fuga de cérebros seja mitigada no país.
Em primeira análise, Anthony Giddens, sociólogo contemporâneo (1938-2016), em seu livro Mundo em Descontrole, afirma que o indivíduo é influenciado pelas estruturas do cotidiano. Seguindo essa linha de raciocínio, é possível destacar a desestruturação da ciência nacional, tendo em vista que essa destoante qualidade governamental é um dos principais fatores para que cientistas optem sair do Brasil. Sendo assim, torna-se claro que a posição do Estado é fulcral à permanência dos estudiosos no país.
Ademais, é válido ressaltar a incompetência do Governo Federal em cobrir propostas externas em relação ao real valor dessas pessoas para o desenvolvimento socioeconômico brasileiro. Nesse sentido, a Dialética Hegeliana, proposta por Hegels em 1838, visa o embate de ideias como precursor do sucesso. Dessa forma, pode-se afirmar que a falta de diálogo e não comprometimento do Brasil com a comunidade científica facilita com que outros países obtenham parte da propriedade intelectual da nação.
Portanto, para que a ideia de Giddens e Hegels não sejam apenas proposições teóricas, é necessária ação do Governo. Dessarte, o Ministério da Ciência, juntamente ao Ministério da Economia, deve, por intermédio de injeção financeira no meio acadêmico, proporcionar às vítimas desse legado maior estabilidade financeira a fim de que, com essa estrutura, os cientistas sejam influenciados a ficarem no país. Além disso, cabe ao Ministério da Economia interferir legalmente em possíveis contratos tecno-científicos estrangeiros com o fito de estabelecer comunicação com o estudioso e, se possível, apresentar propostas ainda mais benéficas para esse. Desse modo, o Governo Federal poderá, de certa forma, aproximar o Brasil de um Estado Ideal, como foi idealizado por Platão.