Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 04/09/2020

Alex Kipman, cientista brasileiro responsável por criar tecnologias inovadoras como a dos óculos de realidade virtual “HoloLens”, trabalha atualmente na Microsoft, empresa estadunidense. Assim, percebe-se a fuga de cérebros no Brasil, país que apresenta uma defasagem no ramo científico, a qual, com os investimentos, pode ser resolvida. Dentre os fatores que dificultam o desenvolvimento estão a ausência de incentivo à pesquisa e a falta de esperança na sociedade científica.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a negligência do governo em relação aos investimentos para a área educacional. Dessa maneira, dados divulgados pelo MEC, afirmam um corte de R$1,43 bilhão na verba da educação em 2021.Destarte,as dificuldades enfrentadas pelos estudantes e pesquisadores aumentarão, impossibilitando a ascensão de mentes brilhantes no país, além de agravar a diferença no quadro científico com o resto do mundo. Sendo assim, necessário novas políticas para reverter a situação.

Outrossim, é fulcral mencionar, a descrença da comunidade científica, dominada pela perda da esperança advinda dos anos de desinteresse governamental. Dessa forma, a neurocientista, de grande destaque mundial, Suzana Herculano, dá adeus ao país e participa de mais uma diáspora cerebral, afirma que “cansou-se de tanta mediocridade”. Posto isto, é visível a urgência de uma mudança de pensamento, afinal, Carl Sagan alega em seu livro “O mundo assombrado pelos demônios”, que o conhecimento científico é como uma “vela no escuro”, assim, clareia o progresso numa sociedade cada vez mais obscurantista.

Portanto, com vistas a combater a constante evasão de cientistas do país, cabe ao Legislativo ir contra a diminuição de verbas educacionais, impor uma lei proibindo o desvio financeiro desta área, a fim de permitir o investimento completo para as pesquisas. Por parte da mídia e escolas, reconhecer a importância da ciência, por meio de propagandas e eventos, direcionados às descobertas e invenções brasileiras, com a realização de filmes e documentários, no intuito de renovar a visão da ciência nacional. Só assim, a fuga cessará, o Brasil reforçará a “vela” do conhecimento e outros “Kipmans” e “Suzanas” não precisem sair do país para brilharem.