Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 04/09/2020

Durante a Segunda Guerra Mundial, no século XX, os Estados Unidos receberam um grande número de cientistas europeus dispostos à agregar ao conhecimento científico do país, com destaque aos alemães -entre eles Albert Einstein- que fugiu da Alemanha Nazista. Hodiernamente, no Brasil,  a chamada “fuga de cérebros” atinge de forma abrupta o país que perde grande parte de seus pesquisadores não só pela desvalorização do profissional que recebe um baixo salário, como também pela falta de investimento governamental em materiais e equipamentos modernos.

Em princípio, convém ressaltar, que segundo dados de rankings internacionais, os maiores produtores de pesquisas no Brasil são as universidades públicas, seguidas por universidades particulares.  Apesar disso, o ambiente fora do ambiente universitário é diferente, visto que há pouca possibilidade de atuação no país, com baixos salários em relação a países ‘‘desenvolvidos’’ que são os locais que mais recebem esses profissionais em busca de oportunidade e investimento em sua carreira.

Ademais, há uma escassez de equipamentos com tecnologia mais recente oferecida para esses profissionais, que em grande parte precisam trabalhar com materiais defasados e que não entregam os resultados esperados ou demandam um maior tempo para atingi-lo. Esse cenário é encontrado nas universidades por todo o país, pois quando o pesquisador tem a oportunidade de estudar em um país que oferece melhores equipamentos para trabalho, ocorre um choque de realidade pela falta de investimento e desejo de ter um ambiente de trabalho como tal.

Em suma, são necessárias medidas atenuantes ao entrave abordado. Assim, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações, em parcerias com empresas privadas o financiamento de pesquisas e investimento em equipamentos que possam gerar um ambiente melhor para os profissionais. Além disso, é necessário também, a valorização desse trabalhador com melhores salários para que não busquem oportunidades em outros países que sejam por esse motivo mais atrativos.