Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 31/08/2020

A ciência pode ser entendida como a forma de adquirir conhecimento através do método científico,no qual é imprescindível a utilização de pesquisas.Além de uma ampla utilidade em diversos setores,é por meio dela que o país cresce economicamente e traz a perspectiva de um futuro promissor para as populações futuras.Entretanto,o Brasil não investe e os poucos cientistas promissores que aqui residem,migram para países desenvolvidos que dispõem de investimentos nesses setores.

O cenário brasileiro é caótico,segundo o portal G1,as universidades federais perderam 73% da verba para laboratórios,obras e manutenções em um período de dez anos.Com isso,o Brasil produz ciência de baixa qualidade e com péssima infraestrutura,que interfere diretamente nos profissionais que ali trabalham,e dessa forma o país sofre uma fuga de cérebros,em que jovens cientistas e doutores qualificados são atraídos para universidades estrangeiras que possuem sistemas de bolsa e intercâmbio para profissionais capacitados.Logo,é imprescindível o Brasil aumentar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento para haver um avanço socioeconômico e maiores expectativas para um futuro em que a ciência possa ser valorizada.

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico(OCDE),apenas 0,2% da população brasileira possui doutorado enquanto a média dos países pertencentes a organização é de 1,1%,esses dados comprovam o pequeno potencial brasileiro de formar muitos profissionais com alta capacitação em suas áreas.Além disso,o maior país da América do Sul investe apenas 1,26% do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento,em comparação com 2,79% dos EUA,que por sinal possui o PIB dez vezes maior que o brasileiro.Consequentemente,haverá cada vez mais importações e dependência internacional de tecnologia de ponta,reduzindo o Brasil a um exportador de commodities.                            Assim sendo,é indispensável que um país de dimensões continentais invista em suas universidades  para alcançar um desempenho semelhante ao de países desenvolvidos.Dessa maneira,é papel do Estado,órgão mediador,através do Ministério da Educação,investir e incentivar em pesquisas,laboratórios,infraestrutura e bolsas de mestrado e doutorado por meio do aumento de verba destinada ao ensino superior,e não por meio de redução de gastos.Portanto,o Brasil apresentará avanços e ao invés de importador de tecnologia,será exportador e honrará o lema “Ordem e Progresso”, presente na bandeira.