Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 30/08/2020
O fenômeno denominado ‘‘fuga de cérebros’’, é caracterizado por um cenário aonde pessoas altamente qualificadas migram para outros países em busca de melhores oportunidades. Tal atitude se dá por dois fatores: a falta de financiamento que disponibilize os recursos necessários para que estes profissionais possam trabalhar, e os altos índices de desemprego.
Em primeira análise, podemos observar que a falta de interesse político e público gera menos subsídio para as pesquisas, desanimando e dificultando o trabalho dos profissionais. O doutor microbiólogo Bruno Martorelli Di Genova, diz que no Brasil uma grande parcela da população tende a desconfiar da ciência, não apoiando o financiamento nesta área. Deste modo, os países estrangeiros oferecem recursos de forma rápida e eficiente, além de serem reconhecidos e prestigiados pela população e seus veículos de comunicação, ao contrário da realidade brasileira. Tal situação contribui diretamente para a fuga de cérebros.
Além disso, o país tende a formar mais doutores e mestres do que emprega-los. Uma pesquisa feita pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, mostra que 25% dos doutores não têm emprego formal. Estes títulos perderam o peso diante do mercado, obrigando os profissionais a recorrerem a atividades informais, ou mudarem de país diante de boas ofertas estrangeiras. Por conta de dificuldades orçamentais, o custo de trabalho dos doutores acaba saindo caro, fazendo com que o país perca tais mentes.
Portanto, para que o Brasil passe a formar e manter seus doutores e mestres em território nacional, é visado de que o Governo Federal, juntamente do Ministério da Ciência, por meio de verbas governamentais, invistam nas pesquisas científicas, trabalhando com sua própria matéria prima, equipando os laboratórios com materiais de ponta, e mantendo o prestígio e incentivo da mídia diante de tais situações, a fim incentivar tais profissionais a trabalharem pelo país, e não recorrendo às propostas estrangeiras.