Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 01/09/2020

No período colonial brasileiro, era muito comum que os filhos de grandes fazendeiros saíssem do país para estudar. Esse foi um dos fatores que trouxe o iluminismo e ideais de independência para a - ainda - colônia. Atualmente, séculos após o mencionado, os estudiosos e pesquisadores brasileiros ainda precisam ir ao exterior pra conquistarem seu lugar na ciência mundial. O combate a esse fenômeno – chamado de fuga de cérebros - é desafiado intensamente pela falta de investimento e incentivo nas grandes mentes pensantes do Brasil.

Nesse âmbito, a professora do Instituto de Bioquímica da USP, Nathalie Cella, diz que em décadas de profissão, nunca viu a ciência tão desvalorizada no país. Prova disso, é que pelos dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, um quarto daqueles com doutorado no Brasil estão desempregados. Dessa forma, a diáspora de cérebros toma força em um país cujos investimentos em pesquisa e inovação estão em segundo plano.

A exemplo dessa emigração pensante há o estudante de ciência da computação Lucas Felpi. O jovem brasileiro conquistou a nota 988 em matemática e mil em redação na prova do Enem com apenas 18 anos. No entanto, resolveu fazer faculdade nos estados unidos, por saber que lá haveria melhores oportunidades para fazer ciência. À medida que o país investe menos em ciência, os jovens se sentem menos motivados a desenvolver seus conhecimentos aqui, e vão buscar esse incentivo no exterior.

Mediante ao exposto, é urgente o combate a esses problemas que mantém o país na insatisfatória diáspora de cérebros. Para isso, é necessário que o Ministério da Ciência e Tecnologia filiado ao Ministério da Educação crie um projeto de incentivo financeiro aos estudantes brasileiros. Isso pode ser feito através de seleção entre os trabalhos científicos mais promissores apresentados em cada universidade. Assim, os alunos se sentiram mais incentivados a desenvolverem melhores projetos, pois serão beneficiados com incentivo governamental para os desenvolverem em benefício do país. Através de tais medidas, reverteremos essa saída de estudantes promissores que atrasa o Brasil perante as demais potências desde o período colonial.