Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 09/06/2020
Uma grande perda de talentos em curso, pela busca incessante de melhores condições de trabalho fora do Brasil. Quando pessoas de alto nível de educação saem de um país pobre para um rico, é um fenômeno bem documentado na literatura acadêmica de economia, se chama ‘‘fuga de cérebros’’.
Essa oportunidade não é para todos, países que são mais desenvolvidos aceitam imigrantes de alto nível educacional, mas também colocam muitas barreiras naqueles que tem o nível de educação inferior.
Pessoas desqualificadas, geralmente são pobres,e tem um custo considerável para imigrar, custos como:passagens, instalação no novo lugar e muitos problemas com a linguagem. Obviamente isso gera um efeito muito ruim, pois o país perde muitos trabalhadores, e a economia vai diminuindo cada vez mais. Mas como em toda situação existe dois lados, nessa existe também o lado positivo,dentre essas pessoas que vão para o exterior, eles podem estabelecer uma rede de contatos que ajudaria profissionais que ainda estão em seu país de origem.
O brasileiro microbiólogo Bruno Martorelli, mudou-se para Madison,nos Estados Unidos, há quase quatro anos. Como pesquisador associado da Universidade de Wisconsin, Bruno não tem planos de voltar ao Brasil. ‘‘Em 2015, eu e um outro colega da Unifesp, decidimos que não havia como ficar no país.Estava claro que os recursos para pesquisas iam cair, o que de fato aconteceu depois’’.Explica Bruno. ‘‘Nunca fiz uma entrevista de emprego no Brasil. A industria não se interessa por nós, somos considerados profissionais caros’’.Além das questões que dificultam a permanência de pesquisadores no Brasil, o fato de eles serem tão procurados no exterior que as universidades, especialmente as publicas, cumprem seu papel de fromação.
‘‘O brasileiro é tão ou mais preparado que qualquer pesquisador norte-americano’’. Ou seja, com mudanças estruturais, seria possivel aproveitar no Brasil esses pesquisadores.