Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 09/06/2020
Ao longo dos séculos acompanhamos um crescimento das invenções da ciência, como aviões, remédios e a internet. Porém, no Brasil, a ciência é extremamente desvalorizada, não há investimentos e nem recursos, e por conta disso, brasileiros com alto nível educacional acabam deixando seu país em busca de melhores oportunidades.
Podemos afirmar que o Brasil não considera a ciência uma prioridade para investir financeiramente. As despesas financeiras no setor da ciência e tecnologia vem despencando anualmente, em 2015, por exemplo, os investimentos nesse setor era apenas 5,6%. Pela essa falta de recursos, cientistas qualificados acabam se prejudicando, tendo que optar por tirar dinheiro de seu próprio bolso para dar continuidade em suas pesquisas ou migrar em um país onde eles são valorizados. Essa “fuga de cérebros” aumentou 40% nos últimos anos e a tendência é piorar se não houver uma mudança profunda.
A penúria no investimento nos cientistas acaba afetando o desenvolvimento do país, pois sem ciência de ponta não há saída para a crise. “A crise não é só da ciência brasileira, mas do Estado. Portanto, a ciência brasileira não vai sair dessa crise enquanto o país também não sair da crise institucional na qual está imerso” disse Paulo Artaxo professor do Instituto de Fisica da Universidade de São Paulo (IAG-USP).
O fato dos pesquisadores serem chamados para o exterior é porque eles tiveram uma boa preparação no país de origem deles, o que quer dizer que a educação do Brasil não esta perdida, apenas falta o devido interesse do Governo e também do povo, pois há uma falta de engajamento público.
Portanto, deve haver uma melhoria na distribuição financeira para Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações e assim o país pode se desenvolver apropriadamente, mas para isso também é necessário o apoio dos brasileiros, então cientistas devem se manifestar pelas mídias, fazendo campanhas a favor da ciência no Brasil.