Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 07/06/2020

Em economia, o termo BRICS é relacionado a um agrupamento de países de mercado emergente e em desenvolvimento. Sendo o Brasil um de seus membros, é esperado que investimentos constantes sejam aplicados para tal progresso, contudo não é essa a realidade brasileira. A falta de capitais e incentivo para pesquisas e para a ciência, aliada a falta de emprego nas áreas de desenvolução são os principais fatores para um grande desafio brasiliano: o combate à fuga de cérebros.

A priori, deve-se entender que a palavra “cérebro” se refere aos jovens pesquisadores e doutores que deixam a comunidade brasileira em busca de melhores condições para realizar seus trabalhos no exterior. Tal ato está vinculado a falta e ao corte crescente de verbas relacionadas a pesquisas, ciência e outras áreas que envolvam o desenvolvimento tecnológico, científico, medicinal e humano do país. De acordo com a Folha de São Paulo, jornal pertencente ao país que circula em papel e online, o governo federal congelou 42% dos investimentos que deveriam ser feitos ao MCTIC ( Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações). Desse modo, muitos dos estudantes, cientistas e estudiosos precisam buscar outra forma de prosseguir com suas pesquisas e a principal alternativa é dar continuidade aos seus trabalhos em território estrangeiro.

Ademais, outro desafio que impede a estadia dos “cérebros” brasileiros no seu próprio país é a falta de emprego nas áreas de pesquisa que envolvem sua atuação. Tal fato é mostrado pelo site de economia MoneyTimes, o qual aponta que somente 25,4% dos recém-formados conseguem trabalhar no seu âmbito de formação. Desse modo, é de se esperar que aqueles que não migram forçadamente para outros setores de empregabilidade exerçam suas funções em localidade estrangeira, onde problemas financeiros, estruturais e de permanência não estão presentes. Nos Estados Unidos, por exemplo, o pesquisador brasileiro é altamente solicitado, com propostas fixas de tempo de emprego e com investimentos que são de duas ordens de grandeza maior que no Brasil.

Em suma, os desafios no combate à fuga de cérebros no território brasileiro é devido à falta de investimentos e de emprego. Sendo assim, é dever do governo federal fornecer mudanças no setor de pesquisas, devolvendo a verba previamente congelada e com novos equipamentos para a realização dos estudos, assim um dos pontos do problema seria resolvido. Além disso, o Estado deve solucionar a falta de emprego, criando um projeto a longo prazo que auxilie os recém- formados e aqueles a muito fora de suas áreas de atuação, assim esse fator não seria empecilho para a permanência dos estudiosos em solo brasiliense.