Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 05/06/2020
Ao afirmar, em sua célebre canção, “O Tempo não Pára”, Cazuza cantor e compositor faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois a fuga de cérebros não é um problema só da atualidade, já que vem ocorrendo ao longo dos anos. Desse modo, na contemporaneidade, a dificuldades estão em constante aumento, pela falta de investimento nas pesquisas, bem como a falta de oportunidade de trabalho.
Deve-se destacar, de início, a saída de cientistas do país, como um problema. Nesse sentido, segundo Rousseau, na obra “Contato social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantem o bem-estar coletivo. No entanto, nota-se, no Brasil, que a fuga de cérebros rompe com as defesas do filósofo iluminista, uma vez que com perda de cérebros há um crescente dano à economia e ao desenvolvimento do país. Dessa forma, é inaceitável que, em pleno terceiro milênio, a evasão de cientistas ainda aconteça principalmente pela falta de recursos no Brasil. Logo é preciso uma intervenção para que essa questão seja modificada com o propósito de alcançar a isonomia esperada pela sociedade. É imprescindível ressaltar que a situação é comprovada pela falta de administração da verba que destinada para pesquisa no Brasil. No decorrer da formação do Estado brasileiro o abandono de intelectuais se faz presente durante parte significativa do processo. Isso, aliado a falta de oportunidade contribui para que esse problema persista atualmente. Portanto, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil para que, assim, chegue ao fim a falta de cientistas no território nacional.
Fica evidente, portanto, que algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o Estado, por intermédio de verbas governamentais, deve investir mais nas pesquisas, já que são de grande importância para o desenvolvimento e economia do Brasil. Nesse sentido, a finalidade de tal ação é que mantenha os profissionais nos próprios países, impedindo a “fuga de cérebros”. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel O pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro.