Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 10/06/2020
Em meio ao século XXI, a sociedade brasileira se encontra imersa na Quarta Revolução Industrial, e por isso estudiosos vem denominando-a como Científico-Tecnológica. No entanto, apesar da ampla rede tecnológica estar em alta, existe um desafio decorrente dessa época que se configura em uma tentativa de combate à fuga de cérebros. Isso se dá devido à falta de incentivo brasileiro no avanço de pesquisas fundamentadas principalmente por universidades federais em soma com a falta de percepção da sociedade em não se dar conta que é necessário que exista uma remodelação de hábitos em prol do incremento de atividades relacionadas à pesquisa científica desde muito cedo.
Como diria Pitágoras, filósofo e matemático, é preciso educar as crianças para que mais tarde não seja preciso punir os adultos. Parafraseando tal ideia e trazendo-a como analogia, é necessário que alguns hábitos sociais sejam modelados durante a infância para que mais tarde eles não sofram com a escassez de tal possibilidade, assim, é evidente que para que o Brasil se torne um país apoiador da ciência e que dessa maneira, busque fixar seus “cérebros pensantes” é fundamental ampliar esse pensamento para surtir um efeito benéfico de forma que um dos desafios seja amenizado. Assim, é mais do que evidente que a causa para que seja tão difícil o apoio social se dá devido a falta de hábito social relacionado ao desconhecimento da função essencial que a ciência tem para os inúmeros âmbitos sociais que advém desde o econômico até as áreas da medicina como um todo.
Outro pilar que sustenta o desafio em conseguir impedir a fuga dos cérebros pensantes, ou seja, dos cientistas, é o fato de que o governo brasileiro vem dificultando as pesquisas no âmbito universitário, principalmente por motivos de falta de apoio ideológico; o que vai contra os princípios democráticos da Constituição. Assim, é evidente que com a aplicação dos cortes pelo Ministério da Educação direcionados as faculdades ocasionou um impasse absurdo para a ciência, pois traz como consequências efeitos maléficos como a falta de investimentos em pesquisas importantes para a sociedade e a rede econômica, desaguando dessa maneira, em perdas de bolsas estudantis e a constante mudança dos cientistas para outros países que se dispõe à financiar suas pesquisas.
Para que os desafios da fuga de cérebros sejam amenizados no Brasil, é primordial que a Mídia, configurada como Corpo Docente por Mário Sérgio Cortella, desenvolva um papel reformulador de estereótipos como forma de incentivar a produção científica e torne a sociedade uma apoiadora da causa. E ainda, é fundamental que o Ministério da Educação em associação com as Universidades sejam propulsores de projetos científicos de maneira que promova a participação de uma maior parcela universitária em pesquisas de forma que ampliem as oportunidades da ciência para a sociedade.