Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 07/06/2020

Segundo o filósofo alemão Immanuel Kant, “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, ou seja, é por meio do estudo que ocorre a formação do cidadão. No entanto, apesar de ser de tamanha importância, o Brasil não dá valor suficiente ao ensino, o que acarreta na ocorrência de inúmeros casos de pessoas que decidem sair do país para continuar suas vidas no exterior. Logo, deve-se analisar a falta de incentivo à educação e a baixa qualidade de vida do país como empecilhos no combate à fuga de cérebros.

Em primeira análise, é válido ressaltar que a educação não é incentivada o suficiente no Brasil, o que é um dos principais motivos para a ocorrência do fenômeno da fuga de cérebros. Isso, porque o governo pouco investe no desenvolvimento da rede de ensino público do país, o que faz com que muitos estudantes optem pela emigração a fim de continuar seus estudos de forma mais eficiente. Essa realidade foi comprovada na primeira metade do ano de 2019, quando o portal de notícias “G1” noticiou que o Estado havia congelado quase 2 bilhões de reais dos gastos das universidades federais. Tal acontecimento revela a negligência das autoridades quanto ao panorama educacional do Brasil e, como consequência disso, a fuga de cérebros se torna um fenômeno inevitável.

Em segunda análise, é importante salientar que muitos brasileiros deixam o país em busca de uma melhor qualidade de vida, já que aquela proporcionada pelo Brasil é muito inferior a das nações mais desenvolvidas. Dessa forma, é responsabilidade do Estado oferecer à população condições mais favoráveis de segurança, transporte, educação, saúde, entre outros elementos essenciais ao ser humano. Esse problema pode ser observado ao se analisar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), estatística utilizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que põe o Brasil como o 73° colocado na tabela. Isso mostra o número de países que são capazes de proporcionar condições de vida superiores à nação brasileira, o que influencia de grande maneira na fuga de cérebros.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de que o Brasil se torne um país em que as pessoas queiram permanecer e desenvolver seus estudos. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação combata a fuga de cérebros, por meio de investimentos, oriundos do Estado, que sejam destinados à reforma das condições proporcionadas pelas instituições públicas de ensino e ao desenvolvimento de pesquisas pelos estudantes. Ademais, é de suma importância que o Governo Federal cumpra seu dever de proporcionar condições de vida mais favoráveis à população, por intermédio do direcionamento de verbas à melhora do sistema de segurança, saneamento, saúde e transporte do país. Somente desse modo, os cidadãos vão optar por continuar suas vidas no Brasil.