Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 09/06/2020

A expressão “fuga de cérebros” faz referência aos profissionais especializados em áreas do mercado de trabalho dotados de um alto conhecimento em seu campo profissional, e que migram de países pobres ou com poucas oportunidades laborais para centros mais desenvolvidos que carecem de suas habilidades.

Nos dias atuais onde estamos em meio á pandemias, a sociedade clama por descobertas de vacina para o vírus que tem atingido o planeta. A quantidade de pessoas com doutorado que tem saído do Brasil para outros países tem crescido a cada ano, isso se deve, a falta de incentivo no país para as pesquisas. Àqueles mais especializados em suas áreas, são assim, atraídos por trabalhos no estrangeiro, tendo melhor remuneração, benefícios e reconhecimento, e ao mesmo tempo a oportunidade de desenvolver pesquisas, tecnologias e outras coisas para o país contratante Pesquisas têm demonstrado uma saída crescente dos célebres para países estrangeiros.

No caso do Brasil, é flagrante a falta de conexão entre as universidades e o mercado de trabalho e indústrias em geral, realidade diferente do das economias desenvolvidas. Já o país que perde tais cérebros perde ao mesmo tempo um grande potencial de inovações, desenvolvidas por seus nacionais, mas para uma outra nação. Isso causa um enorme dano à economia e ao desenvolvimento de países pobres, que carecem desses profissionais, e poderiam fazer um ótimo uso de seus conhecimentos.

Assim sendo, o desafio de várias nações atualmente está em manter esses profissionais em seus próprios países, impedindo a tal “fuga de cérebros”, danosa não só para o desenvolvimento de nações mais pobres, mas que contribui ainda para aumentar as desigualdades já abismais entre os vários povos do globo.

É imprescindível a adoção de políticas que tornem o país “doador de cérebros” um atrativo pólo de inovações científicas e tecnológicas, para que ele não precise sair pra outros paises.  Baseado nisso, o governo tem de tomar medidas que valorizem os profissionais qualificados como aumentar o valor das bolsas de estudos para os estudantes de mestrado/doutorado e investir mais recursos na áreas de pesquisa para que os alunos formados empreguem seu conhecimento de forma mais efetiva e eficiente para o desenvolvimento pessoal e do Brasil.