Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 09/06/2020
O Renascimento cultural e científico,na Europa,foi um período marcado por grandes avanços nas ciências e artes,proporcionando o florescimento intelectual da sociedade e revelou a importância do estímulo aos estudos e pesquisas para o desenvolvimento da esfera social global.No entanto,o desdobramento da intelectualidade científica no que tange o Brasil,não foi suficientemente aproveitada,haja vista o ambiente não favorável à ciência e a consequente fuga de cérebros em questão na atualidade.Sob esse panorama,enquadra-se o deficitário incetivo ao tecnológico e esfera artística no Brasil,bem como a problemática estrutural que concerne a falta de investimentos.
A princípio,o déficit educacional brasileiro estabelece uma cidadania passiva e acrítica,tendo em vista a não fomentação da ciência e da cultura por parte das instituições que participam do processo formador do indivíduo,não favorece,dessa forma,o desenvolvimento intelectual e a relevância de pesquisas e estudos científicos para a nação.No contexto contemporâneo,se reflete na migração de talentos nacionais para outros países devido a não valorização do campo científico-intelectual.Sob essa ótica,o pedagogo Paulo Freire,define como “educação bancária” a que informa,mas não forma o indivíduo com consciência social que incentiva a ciência nacional.Depreende-se,portanto,como desafio no combate à fuga de cérebros o ambiente inóspito à ciência,propiciando esse êxodo de intelectuais em busca de melhores oportunidades para desenvolver seus trabalhos em um meio próspero ao tecnológico,com uma sociedade inteligentemente engajada nas esferas do conhecimento.
Ademais,a falta de alicerces que solidifique o campo científico-artístico intelectual proporciona ainda mais dependência de outras nações.De acordo com o teatrólogo Nelson Rodrigues,a sociedade brasileira vive na lógica de “complexo de vira-lata”,que engrandece o que é de fora,ou seja,de outros países,e tende desvalorizar o que é de dentro.E se reflete também na ciência e arte,ficando à margem das outras nações na área de pesquisas e estudo técnico.Dessa maneira,corrobora com a exportação de talentos de graça para o exterior,já que o Brasil não estimula e nem oferece subsídios aos estudos e pesquisas acadêmicas.Com efeito social de grande crise financeira e intelectual.
É evidente,portanto,que ainda há entraves para a solidificação de políticas que visem a construção de um Brasil desenvolvido.Nesse viés,cabe ao Ministério da Educação fomentar a ciência e a arte nas escolas,por meio da inserção nos parâmetros curriculares meios de estimulo à pesquisas e estudos,de modo dinâmico e interdisciplinar.Além disso,é dever do Governo Federal promover alicerces área de pesquisas,de forma a incentivar o campo científico no país,por intermédio de maiores investimentos ao meio acadêmico.Dessa forma,será possível reviver o período próspero renascentista.