Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 06/06/2020

No final do século XX, surgiu o conceito de globalização, o qual descreve esse fenômeno como um processo de integração política, econômica e cultural mundial, assim, interligando diferentes localidades do planeta. Com isso, a maior contato entre pessoas distintas e a facilidade de comunicação e transporte, intensifica as migrações para países atrativos e desenvolvidos. Ademais, tal realidade pode ser refletida nas fugas de cérebros que o Brasil vem enfrentando. Sendo assim, a diáspora brasileira pode ser  intensificada com o baixo de incentivo para a evolução da ciência e a falta de oportunidades de empregos que sistema capitalista disponibilizada para a população.

Em primeira perspectiva, a forte descrença no poder revolucionário que a ciência pode trazer para  a sociedade intensifica a saída de estudiosos no Brasil. Sob a ótica da Idade Moderna, é visto a dualidade existente na sociedade quando se fala entre crenças religiosas e a ciência, isto é, os pesquisadores são ocultados, desde a antiguidade, por instituições maiores, como a Igreja e o Estado. Dessa forma, o anticientificismo atual, sendo uma herança histórica, cria barreiras, por meio de teorias da conspiração e notícias falsas, para o estabelecimento e fixação de intelectuais nacionais no Brasil, já que não há motivos de permanecer em um país que não incentiva a ciência.

Em segunda análise, o desemprego e falta de oportunidades para os jovens cientistas funciona como uma barreira para o combate à diáspora de cérebros. Isso porque, segundo o sociólogo Karl Marx, o meio de produção para garantir a acumulação de bens é necessário que parte da população ativa esteja desempregada, ou seja, o contingente de desempregados atua como inibidor de reivindicações trabalhistas. Entretanto, seguir esse plano capitalista pode afetar diretamente a disponibilidade de cientistas no território nacional, já que muitos países desenvolvidos buscam ampliar e qualificar suas pesquisas atraindo imigrantes. Dessa forma, torna-se mais tentador e coerente migrar para países que disponibilizam oportunidades e empregos, saindo do Brasil.

Nota-se, portanto, que a descrença e falta de incetivo para o desenvolvimento da ciência em conjunto ao desemprego, dificulta o combate à diáspora de cérebros. Logo, é essencial que o Poder Executivo, como criador de leis, em conjunto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, responsável por desenvolver o patrimônio científico, combater propagações que difamem pesquisas e cientista, a qual não haja coerência para tal crítica, por meio de leis e indenizações para aqueles que compartilhem informações falsas. Além disso, cabe ao Ministério do Trabalho, como formador de diretrizes para a geração de emprego, desenvolver projetos e bolsas, por meio de congressos e pesquisas, que englobem a comunidade científica. Então, os “cérebros” brasileiros será algo exclusivo da nação.