Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 08/06/2020

Segundo a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional, a educação é um processo formativo, ou seja, tem a capacidade de construir o indivíduo em aspectos psicológicos, sociais e intelectuais. Dessa forma, faz-se necessário destacar a última maneira de desenvolvimento do cidadão, a formação intelectual, a qual pode ser associada ao cenário da fuga de cérebros no Brasil. A partir disso, é importante a compreensão a respeito dos desafios econômicos e educacionais que levam essas pessoas capacitadas a procurarem empregos em outros países.

A princípio, nota-se que a formação econômica brasileira desde a chegada dos portugueses sempre foi voltada para a agricultura, com o manejo da cana de açúcar, do café e ,recentemente, da soja. A partir desse contexto, o setor industrial passou a se desenvolver tardiamente no Brasil, em meados do século XX. Tal questão se reflete na falta de empregos que permitiria o uso total dos conhecimentos adquiridos e na ocupação de “subempregos” por partes desses profissionais.

Além disso, a fuga de cérebros no Brasil está atrelada aos desafios no âmbito educacional. De forma que muitos indivíduos são desprovidos de ajuda e oportunidades desde a sua formação. Esse cenário é visualizado no ano de 2019, em que houve o corte de bolsas, por parte do Governo Federal, que auxiliavam em pesquisas e na participação de estudantes em projetos. Como efeito, essas pessoas já são afetadas negativamente pelo cenário educacional do país, de forma que não se vê incentivo para se desenvolver mais, o que leva esses graduandos a buscar por oportunidades em outros países.

Portanto, medidas são necessárias para que esses desafios que levam à fuga de cérebros no Brasil sejam combatidos. Assim, o Ministério da Economia, com o objetivo de favorecer um maior surgimento de indústrias, deve destinar maiores recursos financeiros que auxiliem as empresas emergentes a se estabelecerem, o que irá gerar empregos para as pessoas capacitadas nessas áreas que estão desempregadas ou alocadas em “subempregos”. Além disso, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, a fim de proporcionar um cenário de estabilidade e oportunidade para quem está se graduando, deve aumentar as bolsas que auxiliam as pesquisas e projetos nessas instituições de ensino. Desse modo, haverá vaga de emprego e apoio para esses cérebros brasileiros que estão surgindo e os que já existem, concluindo-se o processo formativo da LDB.