Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 06/06/2020
Com as primeiras instalações civilizatórias no Brasil, os jovens se dispunham a sair do país para obter formação superior. Contudo, em tempos hodiernos as instituições que se firmaram já não são suficientes para garantir a permanência no país. Uma vez que, os brasileiros têm enfrentado desde saturação profissional à, dependendo da qualificação, um mau reconhecimento financeiro.
Em primeira análise, a saturação profissional é um dos maiores incentivos a esse tipo de migração. Segundo o compositor brasileiro Arnaldo Antunes, existe muita gente para muito pouco pão. Ou seja, se aplicada ao mercado de trabalho brasileiro, essa disputa se manifesta na grande quantidade de profissionais lançados ao mercado para pouca disponibilidade de emprego, fazendo com que as pessoas aceitem assumir riscos em outros países.
Além da saturação profissional, muitas profissões ainda lutam por um maior reconhecimento financeiro no Brasil. Profissões essas que em outros países são mais observadas e aplaudidas. As Ciências Atuariais, por exemplo, chegou ao país como graduação em 2014, na UFRJ, e mesmo com sua ampliação para outros estados, formam-se uma média de apenas 500 profissionais ao ano. Sendo pouco reconhecidos, muitos migram para o exterior, para lugares que garantem, de certa forma, uma valorização para a profissão, como na França e nos Estados Unidos.
Diante disso, é necessário que, diante da saturação e do mau reconhecimento tanto para as profissões quanto para os profissionais em si, é necessário que órgãos governamentais incentivem a divulgação de todas as áreas de atuação, sobretudo nas escolas e cursinhos, de modo que os futuros profissionais possam conhecer as possibilidades por igual, e dessa forma serem melhor distribuídos, de acordo com suas escolhas, e trazendo oportunidade para um melhor reconhecimento financeiro, diminuindo assim, a fuga de cérebros no Brasil.