Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 08/06/2020
Após a Segunda Guerra Mundial, com o surgimento da Terceira Revolução Industrial, a indústria ganhou destaque a partir dos avanços tecnológicos e científicos. Entretanto, no Brasil, ao observar à fuga de cérebros, percebe-se que não há o investimento, de fato, nas tecnologias que possibilitam a pesquisa de qualidade. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência governamental e a omissão das escolas colaboram para esse quadro.
Mormente, a inobservância do Governo é o principal fator responsável para a permanência da problemática. Tal fato ocorre porque não há, por parte dos governantes, a preocupação em investir na educação dos estudantes. Nessa perspectiva, segundo o economista Sir Arthur Lewis, ’’ Educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido’’. Logo, por consequência da precária infraestrutura educacional das universidades, com a falta de aparelhos tecnológicos modernos, os estudantes após a formação, buscam países que apresentam tecnologias que asseguram a pesquisa rigorosa e uma segurança ao exercer um determinado trabalho.
Outrossim, a ausência escolar na formação dos estudantes é outro fator primordial para a temática. Essa situação se deve poque os docentes apenas se preocupam em ensinar aos alunos conteúdos cobrados em provas. Assim, há a falta de incentivo, por parte dos professores, em estimular os estudos nas áreas científicas, além disso, muitos estudantes não sabem importância da pesquisa para o progresso da sociedade. De acordo com Kant, ’’ O homem é aquilo que a educação faz dele’’. Nesse viés, consequentemente, os alunos por não possuírem contato com as diversas áreas da ciência, acabam por buscarem esse conhecimento científico em outros territórios.
Dessa maneira, medidas são necessárias para resolver o impasse. Portanto, o Governo Federal, em parceria com as universidades públicas, deve, por meio da elaboração de um projeto educacional, investir na compra de tecnologias avançadas, além de criar pesquisas com os estudantes, a fim de direcionar a aplicação desses estudos no território nacional. Ademais, o Ministério da Educação, braço do governo responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação (PNE), em parceria com as escolas, deve, desde os anos iniciais, incentivar os estudantes a fazerem ciência, por meio de projetos elaborados pelos docentes. Além disso, deve-se aplicar tais pesquisas na sociedade, com o viés de mostrar aos alunos a importância da pesquisa no melhoramento da população brasileira. Assim, espera-se combater à fuga de cérebros no Brasil.