Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 09/06/2020
Em 1685 o rei Luíz XIV declarou o protestantismo como ilegal na França, devido a esse fato muitos hugenotes fugiram para os países protestantes, o êxodo em massa desses hugenotes ocasionou uma fuga de cérebros desse país já que muitos deles ocuparam lugares importantes na sociedade fazendo com que o país não se recuperasse facilmente. De forma análoga percebe-se que esta fuga no Brasil tem representado um grande desafio que precisa ser combatido de maneira mais organizada. Nesse sentido convém analizarmos as principais causas, consequências e possível solução para esse impasse.
Inicialmente, podemos entender que as causas mais eminentes dessa evasão ocorre pela falta de iniciativas e recursos destinados a educação fazendo com o que muitos estudantes se desinteressem em investir nos estudos voltados principalmente às áreas de pesquisas no Brasil, um exemplo desse impasse é o curso de arqueologia que não recebe investimento por parte do governo e acaba sendo desvalorizado, o que acarreta a fuga de muitos alunos para o exterior. Um fato inaceitável tendo em vista a grande riqueza arqueológica que o Brasil possui para ser estudada.
O filósofo Immanuel Kant afirma que o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Relativo a isso pode-se perceber que o ministério da educação não tem investido o suficiente nesta área, sofrendo como consequência a perda de profissionais devido a fuga dessas mentes brilhantes. De acordo com dados o país tem uma perda de 3,4% dos seus profissionais, isto ocasiona um sério problema na evolução educacional do país.
Com isso, o Brasil tem cometido o mesmo erro que muitos países cometeram no passado ao perderem bons profissionais e estudantes devido a falta de investimento e a precariedade na educação, por isso o ministério da educação deveria investir em laboratórios e em pesquisas mais avançadas para que os estudantes não precisem encontrar isto no exterior, tendo em vista que o Brasil possui exelentes campos para pesquisa que ainda necessitam serem estudados, isso reduziria bastante a fuga de cerébros e faria com que o Brasil não perdesse tantos profissionais qualificados.