Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 05/06/2020
A falta de incentivo ao desenvolvimento e investimentos na área científica e tecnológica no Brasil, está fazendo com que o país perca seus cérebros brilhantes, que acabam sendo atraídos por melhores oportunidades de trabalhos no estrangeiro. O que causa grande atraso do Brasil nessas áreas, principalmente.
Aumentou o número de profissionais brasileiros que estão deixando o país. Uma emigração qualificada de graduados, especialistas, mestres e doutores brasileiros que enxergam fora do país um futuro melhor para si e para suas famílias, essa onda migratória de vem tomando corpo desde 2016, quando a crise política e econômica se agravou e houve o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Enquanto em 2015, 14.920 deixaram o país em definitivo, no ano seguinte, esse contingente subiu 41%, chegando a 21.040. O levantamento mostra também que, de 2011 a 2018, houve um aumento de 183% nas declarações, que passaram 8.170, em 2011, para 23.149. O Departamento de Estado do governo norte-americano aponta aumento de 27% na concessão de vistos para emigrantes brasileiros, passando de 3.502, em 2017, para 4.458, em 2018.
Alguns doutores resolveram deixar o país em busca de melhores oportunidades para desenvolver seu trabalho em um ambiente mais favorável à ciência. Eles seguem uma tendência, não registrada nas estatísticas oficiais, mas que aparece nos muitos relatos de migração de talentos para outros países que vem aumentando, conforme pesquisadores chefes de grupos no país e jovens que foram embora, ouvidos pela BBC Brasil. Vem preocupando a comunidade científica nacional, por causa das consequências disso para o desenvolvimento do Brasil. Não há dados oficiais sobre esta fuga, porque os jovens doutores que deixam o país o fazem com bolsas das universidades ou centros de pesquisa do exterior que os contratam, e não das instituições brasileiras, como a Capes ou o CNPq.
Por tanto, pode-se perceber que o Brasil precisa urgentemente, cuidar mais de seus futuros e atuais cientistas e pesquisadores, apoiando-os e os incentivando-os a melhorar cada vez mais. Para isso seria preciso a contribuição com mais recursos tanto financeiro, quanto em materiais de pesquisas. Para que nossos jovens profissionais, não precisem buscar esse apoio fora, apenas indo por mais conhecimento, porém sempre retornando para o seu país para o seu crescimento.