Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 10/06/2020

O astronauta Marcos Pontes foi o primeiro brasileiro a ir pelo espaço, além do governo brasileiro também teve a ajuda da tecnologia russa para realizar tal feito. Assim como ele, muitos intelectuais vão em busca de apoio internacional para realizar seus estudos, devido à ausência de investimento estatal e a instabilidade financeira (desemprego) do país são os principais fatores da evasão dos cientistas.

Em primeira análise, o incentivo capital público em pesquisas científicas além de ser uma forma de incentivar os participantes do estudo, é de objetivo construir um desenvolvimento tecnológico no país. Segundo o senador Cristovam Buarque, em entrevista com a TV Senado, diz que “a fuga de capital humano é como um suicídio nacional”. Assim, prova a necessidade de valorizar o conhecimento de cientistas nacionais, pois por meio deles alcança-se soluções inovadoras de problemas locais, sendo descobertas em diversos campos como, por exemplo, da saúde ou até da natureza. Nessa perspectiva, introduz consequências graves de dependência e patenteamento de tecnologias estrangeiras, já que não há produção de uma própria.

Em segunda análise, devido ao êxodo intelectual ser de um país subdesenvolvido, demonstram que há poucas oportunidades para os estudiosos realizarem projetos financiados e de possuir boas condições de vida, pelo fato da oscilação econômica local. Como diz o CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos), " 35% de pessoas que possuem mestrado estão desempregadas". Então, é evidente a desvantagem dos cientistas  brasileiros permanecerem em sua nação e que sua saída é a consequência de má administração governamental, a escassez de empregos, e da violência. No entanto, além de perder novos avanços científicos nacionais, afeta a produtividade industrial e seu retorno capital, e de surgimento de estudantes que desejam ingressar para as áreas de nível superior.

Logo, é inegável as dificuldades no combate à fuga de cérebros no Brasil. Todavia, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - com apoio do Poder Executivo- permitam a formação de uma equipe (especializada no assunto), responsável de selecionar projetos científicos promissores, por meio do envio de formulários requisitados sendo preenchidos pelos próprios cientistas brasileiros; a fim de autorizar financiamento de verba pública e aumentar o crescimento de tecnologia nacional. Idem, o Ministério da Educação deve solicitar, nas universidades federais e estaduais, a atuação de mais intelectuais em suas respectivas áreas para trabalhar como professores de bacharel, orientadores de projetos e estudos, e também renovar a estrutura educacional do ambiente, com o propósito de ampliar vagas de empregos de especialização elevada e para inspirar a nova geração de estudiosos.