Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 06/06/2020
A Revolução Técnico Científica, ocorrida na segunda metade do século XIX, deixou inúmeros legados à sociedade atual e um desses foi o aprimoramento de métodos de estudos e a valorização da ciência, sendo considerada o meio mais seguro de fontes de pesquisas. A partir disso, a sociedade passou a desconsiderar a ideia de mitos existentes e a buscar conhecimento por meio da formação técnica. Todavia, no Brasil, a fuga de cérebros tem ocorrido com mais frequência e, os desafios para combater tal fenômeno estão ligados tanto ao baixo investimento na área científica, quanto à crises econômicas.
A priori, a fuga de cérebros ocorre quando pessoas que possuem formação técnica e trabalham diretamente com pesquisas científicas emigram para outro país em busca de melhores condições laboral. Nessa lógica de valorização profissional, o movimento Futurista, que teve início na Semana de Arte Moderna em 1922, foi a vanguarda que promoveu a exaltação da tecnologia, indústria e ciência como forma de descrever o homem desse período. Entretanto, nos dias atuais, essa corrente artística e filosófica perdeu significado e foi substituída pela negligência no âmbito de estudos. Dessa forma, o principal desafio encontrado para combater a fuga de cérebros é o pouco investimento nessa área e a falta de preocupação da mídia em divulgar tais conhecimentos, levando aos cientistas a busca por melhores condições em outros países.
Em segunda análise, o Brasil é um país que teve desenvolvimento industrial tardio e, com isso, é considerado subdesenvolvido e com instabilidade econômica. Dessa forma, com crises econômicas assolando o Estado, muitos cortes na economia ocorrem e podem prejudicar, diretamente a área da educação. De acordo com o Jornal G1, o desequilíbrio que ocorreu em 2014 teve seu auge de desemprego em 2017 e teve reflexo nos cortes da verbas destinadas a Universidades Públicas. Dessa forma, isso gerou uma péssima infraestrutura para trabalhar, uma vez que pesquisas e métodos científicos demandam materiais caros e tempo, o que levou aos profissionais da área a recorrer a outros países que garantem dignidade no trabalho e o amplo apoio do Estado.
Em vista disso, para minimizar tais desafios e combater a fuga de cérebros no Brasil, cabe ao Estado, em parceria com as mídias sociais, realizar a propagação dos projetos de estudos realizados, mostrando à população, em curta metragem exibido em horário comercial, as inovações científicas e tecnológicas, a fim de democratizar o conhecimento e ampliar a valorização desse profissional no meio popular. Somado a isso, o Estado deve promover parceria no âmbito público-privada, com o intuito de existir o patrocínio e a patenteação de projetos que estão sendo desenvolvidos, visando a melhoria de equipamentos e materiais e, como consequência a dignificação do trabalho técnico científico.