Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 09/06/2020
Devido à condição de colonia de exploração o Brasil não possui um histórico de incentivo ao desenvolvimento tecnológico. Desse forma, hoje há um ambiente desfavorável causado pela impaciência de patrocinadores e desvalorização da profissão levando ao baixo financiamento nas áreas de pesquisa o que incentiva a fuga de cérebros no país.
O estilo de vida atual foi definido pelo filosofo Bauman como líquido por sua constante mudança, que vem ocorrendo cada vez mais rápidas. Essa realidade afeta a comunidade científica pois não respeita o método de pesquisa, que costuma levar tempo por questões de segurança e precisão, o tempo de produção de uma vacina é em média 10 anos, por exemplo. Tal demora é, erroneamente, associada a incompetência do cientista que fica se sentindo desvalorizado em seu país. Assim, o Brasil se torna cada vez mais um ambiente desfavorável para o desenvolvimento científico.
Como agravante a essa situação diversas reduções em financiamentos federais ocorreram nos últimos anos que culminaram no grande corte de 2019, reportado pelo jornal Folha de São Paulo. O Brasil possui uma grande capacidade científica que já ajudou o país em momentos de grande dificuldade como o projeto pró-álcool durante a crise do petróleo ou a internacionalmente reconhecida pesquisa de retrovirais na luta contra a Aids, por exemplo. Fornecer um ambiente favorável as ciências é bastante benéfico ao país, mas quando não há, apenas traz prejuízos.
Nota-se, portanto, que os desafios para a fuga de cérebros no Brasil precisam ser eliminados. Para isso é necessário que haja a valorização dos profissionais e uma melhor compreensão do processo científico. Cabe ao governo federal disponibilizar verba para pesquisas assim como patrocinadores particulares, de preferência empresários nacionais, também se mostram interessados em investir nas tecnologias nacionais e em seus idealizadores. Ajudando dessa forma no desenvolvimento da nação.