Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 07/06/2020

O filósofo grego Aristóteles fez a reflexão de que um governo ético é o que atua em prol do bem comum. Nesse contexto, os líderes políticos brasileiros, muitas vezes, não cumprem o papel proposto pelo pensador. Esse fato pode desencadear na recorrente fuga de cérebros, a qual os profissionais especializados migram para territórios internacionais em busca de melhor qualidade de vida. Assim, são priorizadas suas demandas individuais em detrimento da permanência no país, dadas as circunstâncias precárias do mesmo, que é faltoso quanto à distribuição de oportunidades.

Nessa perspectiva, a escritora modernista Cecília Meireles desenvolveu a concepção de que a vida só é possível se reinventada. Fora do universo literário, os indivíduos brasileiros, diante dos constantes descasos governamentais quanto ao “leque” de possibilidades de ascensão socioeconômica, deslocam-se aos países mais desenvolvidos com o intuito da reinvenção refletida pela autora. Desse modo, o Brasil fica cada vez mais escasso de “cérebros”, isto é, pessoas dotadas de habilidades, o que o põe no desafio de convencer as mesmas à permanência delas no país. Portanto, enquanto não houver o devido estímulo patriota pelas lideranças nacionais, a fuga de mentes estará significativamente presente.

Paralelo a isso, o pensador europeu Leon Tolstói considerou a liberdade como uma consequência. Nesse sentido, os números de cidadãos que migram para outros países em busca da ampliação de oportunidades é uma resposta à necessidade de investimentos por parte das lideranças da nação na oportunização aos inúmeros talentos acolhidos hodiernamente pelos demais países.

Em suma, haja vista o fluxo em massa de pessoas que buscam meios de vida mais viáveis no âmbito internacional, faz-se dever dos globos governamentais o maior envolvimento infraestrutural e tecnológico no Brasil. Para isso, devem ser instituídos novos cursos especializadores que sejam acessíveis aos de classes desprivilegiadas, com o intuito de combater de forma eficiente os desafios trazidos pela fuga de cérebros enfrentados pela nação. Desse modo, as esferas do governo estarão enquadradas nos princípios éticos aristotélicos.