Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 08/06/2020

Em um episódio da série americana “Chicago PD”, um homem tem a verba para financiar a sua pesquisa sobre doenças bacterianas cortadas pela empresa financiadora. Com isso, o homem decidi fazer ataques biológicos na população para mostrar a empresa que sem a pesquisa dele, para achar a cura, as pessoas iram morrer. Para fora do tablado da ficção, é possível notar que os cientistas do Brasil sofrem com a falta de apoio de empresas e do governo para continuar suas pesquisas, e desta forma é necessário debater sobre a falta de investimentos financeiros e os problemas estruturais e administrativos que corroboram para a fuga de cérebros no Brasil.

Em primeira análise, diante aos desafios no combate à saída de cérebros no país, é válido ressaltar a falta de financiamento do Governo Brasileiro e de Empresas. Segunda a constituição de 1988, o Estado deve promover e incentivar o desenvolvimento científico e as pesquisas e também deve estimular empresas para a contribuição, porém isso não acontece, visto que a neurocientista Suzana Herculano relatou que já teve que usar seu próprio dinheiro para continuar pesquisas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, pois não tinha verbas. Atualmente, a ciência brasileira se encontra em um momento crítico e o último corte feito pelo Governo Bolsonaro agravou drasticamente a situação, sendo válido ressaltar que tais empecilhos na ciência brasileira impulsiona à fuga de cérebros no Brasil.

Em segunda análise, além da falta de investimento financeiros os cientistas também sofrem com problemas estruturais e administrativos. Segundo Alexander Birbrair, biologista celular, a burocracia que cerca a importação de material científico ainda é um dos principais entraves para a realização das pesquisas, pois as encomendas feitas em outros países demoram muito para chegar ao Brasil e muitas vezes ficam presas na alfândega e acabam estragando. Também corrobora para os desafios enfrentados por cientistas brasileiros, a falta de indústrias voltadas para a produção acadêmica, e do jeito que tudo é feito no exterior e o preço do dólar e do euro estão altíssimos hoje em dia, dificulta a entrada de equipamentos nos laboratórios. Dessa forma, aumenta o número de cientistas brasileiros que decidem ir morar e trabalhar em outros países.

Em suma, para combater a saída de cientistas do Brasil é necessário que o Ministério da Ciência e Tecnologia e as empresas do ramo científico incentivem os projetos acadêmicos a partir de investimento financeiro com a finalidade de ajudar os cientistas do país. Também é importante que o Ministério da Educação junto as Universidades promovam a melhora dos problemas administrativos e estruturais com parcerias do exterior para diminuir o tempo de entrega das mercadorias necessárias e a diminuição do preço dos equipamentos a fim de diminuir a fuga de cérebros no Brasil.