Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 04/06/2020
Pode-se afirmar que, o Brasil está na segunda divisão mundial da produção de ciência e tecnologia. A baixa qualidade de educação e deficiência econômica, juntamente a crise, torna esse quadro ainda mais agudo. Há uma potencial perda de indivíduos com alto nível educacional no país, motivada principalmente pela busca de melhores condições de trabalho no exterior. Portanto, é necessário que algo seja feito para reduzir a fuga de cérebros do país.
Em primeiro plano, é evidente que, o efeito disso é ruim para o país que perde trabalhadores. Economias mais pobres, em situações normais, já se defrontam com escassez de mão de obra qualificada. A saída dessa turma, portanto, agrava o problema. Ora, nesses lugares já há relativamente poucos médicos, engenheiros, cientistas, entre outros. Segundo Bruno Martorelli, microbiólogo e doutor pela Universidade Federal de São Paulo(Unifesp), uma das questões que ajudam a explicar a fuga de cérebros do Brasil, é que não existe uma indústria voltada para a produção acadêmica, de forma que equipamentos, peças de reposição e reagentes são adquiridos no exterior.
Vivemos uma realidade econômica desfavorável. Equivocadamente, em vez de aumentarmos os investimentos em Ciência e Tecnologia, como instrumento para superarmos a crise, os investimentos têm sido cortados. Universidades e centros de pesquisas tentam dar continuidade aos seus projetos. Apesar disso, muitos foram interrompidos. Os jovens pesquisadores desencantados começam a emigrar para países onde a Ciência e Tecnologia são valorizadas. Essa diáspora de nossos talentos e lideranças é motivo de extrema preocupação, pois comprometerá o desenvolvimento e o futuro do Brasil. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 0,2% da população brasileira possui doutorado, enquanto a média dos países pertencentes à organização é de 1,1%. Se não interrompermos rapidamente, teremos em alguns anos números mais assustadores explicitando o nosso retrocesso.
Portanto, é nota-se que o Brasil é um país que realmente não sabe aproveitar seus talentos.Os obstáculos para a prática da ciência no Brasil impulsionam o “brain drain” - e a tendência é que a fuga de cérebros aumente. É preciso que decisões sejam tomadas, a fim de diminuir os a fuga dos talentos brasileiros e também seus impactos. Sendo assim, é necessário a devida valorização e investimentos, onde o Ministério da Fazenda deve atuar em favor a comunidade científica, através de uma melhor distribuição financeira para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação , por meio de uma ouvidoria com diversos cientistas renomados , a fim de saber quais projetos é mais benéfico investir.