Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 04/06/2020

Enquanto muito eficiente na produção agropastoril devido ao solo e clima favoráveis, no Brasil, é evidente a falta de incentivo ao desenvolvimento científico, que é um dos grandes marcos da economia no século XXI. A partir disso, é fato afirmar que o desenvolvimento de novas tecnologias nunca foi prioridade, e tal pensamento pendura até os dias atuais, porém, dessa vez, não apenas pelos mesmos motivos do Brasil Colonial, mas também devido a problemas de políticas públicas, que mantém esse ócio científico presente e afastam potenciais trabalhadores competentes que poderiam improvar a economia do país.

A prior, é de suma importância ressaltar que devido à posição geográfica favorável do Brasil, o setor mais economicamente vantajoso sempre foi o primário, consequentemente fazendo com que os principais investimentos recaíssem sobre a produção agrária, tirando o foco de outras áreas, especialmente a tecno-científica. Por isso, com o foco sobre uma área em específico, a abertura para o investimento em outras se torna pequena, levando muitos a buscarem empregos na área mais procurada e se especializarem nela, não no que está em déficit, pela falta da demanda.

Outrossim, um ponto que também deve ser trazido à tona é a debilitação da disponibilidade financeira para o desenvolvimento tecnológico. Levando isso em consideração, é importante apontar que esse quadro se intensifica cada dia mais, não apenas pela pouca demanda citada anteriormente, mas, com o pouco incentivo - salários não satisfatórios e investimento insuficiente -, os poucos que resolvem se especializar na área tecno-científica acabam preferindo a busca pelo sucesso internacional, trabalhando exclusivamente em países que oferecem as condições ideais e fazendo com que o Brasil permaneça debilitado nessa área, criando um paradoxo.

Em suma, diante dos eventos citados acima, é fato dizer que há espaço para bastante desenvolvimento na questão do âmbito tecnológico e científico, e para que isso aconteça, medidas hão de ser tomadas. Desse modo, é necessário que o Ministério da Educação incentive alunos a ingressarem no ramo científico, fornecendo melhores bolsas e criando programas de reconhecimento para alunos e professores. Em conjunto com essa medida, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, deveria fornecer melhores condições para pesquisadores brasileiros, mostrando aos alunos citados anteriormente que há futuro na área tecno-científica, tanto para eles quanto para o Brasil.