Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 05/06/2020
A fuga de cérebros ou “Brain Drain” é o fenômeno que caracteriza a saída de cientistas de um país para trabalhar em instituições estrangeiras. Infelizmente, esse fato vem ocorrendo com bastante frequência no Brasil devido ao baixo investimento na ciência no país. Consequentemente, aos poucos o Brasil vai perdendo as suas mentes mais brilhantes, fazendo com que o o país continue cada vez mais inferior aos demais.
Recentemente, os pesquisadores brasileiros Bianca Ott Andrade e Eduardo Farias Sanches resolveram deixar o país em busca de oportunidades dignas de emprego para que possam desenvolver o seu trabalho em ambientes adequados para a ciência, e infelizmente vários outros pesquisadores brasileiros também estão fazendo o mesmo.
Segundo a Receita Federal, em 2015 a quantidade de brasileiros em fuga foi de 14.612, já em 2017 foi de 21.236. Analisando os dados é perceptível que esses números só estão crescendo, prejudicando o país, pois se houvesse investimento o suficiente essas partidas não ocorreriam, e consequentemente pesquisas científicas de ótima qualidade seriam mais realizadas, além de trazer uma imagem excelente para o Brasil internacionalmente.
Com base nos fatos apresentados, é notório que medidas precisam ser tomadas para o bem da população e do país. Portanto, o Governo deve, através do Ministério da Ciência e da Tecnologia, financiar e incentivar a realização de mais pesquisas científicas, sejam elas desenvolvidas por estudantes universitários ou até mesmo por cientistas. Fazendo isso, pesquisadores se sentirão motivados a estar no seu país e além de serem beneficiados com conforto, ajudarão ainda mais o país a se desenvolver cientificamente. Apenas dessa forma, será possível enfrentar os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil.