Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 04/06/2020
À imigração de cientistas brasileiros para outros países, é um fato que cresce ao decorrer dos anos, por causa da falta de infraestrutura, investimento, reconhecimento e até mesmo de recursos para pesquisas. Essa falta de consideração é o que motiva os “cérebros” de saírem do Brasil para um país de melhor qualidade e que fornece mais oportunidades.
O Brasil é o décimo quarto país que mais cobra impostos no mundo, mesmo assim não investe o suficiente em seus cientistas, cerca de 21.236 profissionais qualificados imigraram para os Estados Unidos. A carência de recursos é tão grande que alguns cientistas relatam ter pago os matérias necessários com o seu próprio dinheiro para realizar pesquisas. O físico e escritor Alaor Chaves, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Física, fala que o financeiro e à infraestrutura para pesquisas cientificas precisam ser ambos ampliados no Brasil.
Países como Estados Unidos são países desenvolvidos, e para chegar nesse nível de desenvolvimento souberam investir nas escolas, hospitais e em pesquisas. Lugares assim reconhecem e valorizam os seus profissionais, fornecendo matérias de melhor qualidade e espaços adequados para seus estudos. Por isso os “cérebros” brasileiros deixam o país em busca de espaços que os reconheçam e que deem melhor qualidade de vida e de trabalho.
Diante disso percebe-se a suma necessidade do governo reconhecer a importância das inúmeras contribuições que a ciência proporciona no desenvolvimento humano e do país. Daí, é preciso promover boa infraestrutura, financiamento para as pesquisas, valorização profissional para os cientistas, bem como incentivar o desenvolvimento do conhecimento cientifico nas escolas a partir da educação básica.