Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 05/06/2020

Para melhor compreensão da situação, pode-se exemplificar diversos fatores que explicam a emigração desses profissionais para outros países. A começar pelo próprio sistema de educação básica de baixa qualidade, fator que afeta os níveis superiores de ensino, seguido por fatores econômicos, já que o investimento em pesquisas é de alto custo devido ao país ter uma das maiores cargas tributárias e de juros do mundo, havendo situações em que cientistas precisam usar seu próprio dinheiro para financiar seus trabalhos e pesquisas.

No entanto, dá para se observar ocasiões em que a valorização da área científica e dos profissionais nos ajudou a solucionar impasses repentinos, como no caso dos vários bebês que nasceram com microcefalia no nordeste entre 2015 e 2016, onde na época a médica paraibana especialista em gestações de risco Adriana Melo foi capaz de comprovar a relação entre o aumento de bebês com a má-formação com o vírus da Zika, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, vetor também da dengue e da chikungunya. Tal descoberta contribuiu essencialmente para definir maneiras de grávidas se prevenirem perante o risco de infecção pela doença.

Contudo, faz-se necessário a adoção de políticas, por parte do governo, para que o Brasil não apenas seja conhecido como “doador de cérebros”, mas sim como um grande polo de desenvolvimento humano. Tais políticas precisam partir desde o ensino básico, como mencionado anteriormente, até os níveis econômicos, já que mesmo o país enfrentando uma crise, infere-se que uma das chaves para se sair dela seria investindo cada vez mais para que pessoas sejam incentivadas a criar novas soluções e novos caminhos para contorná-la. Assim, se tais medidas fossem aplicadas, profissionais com alto grau de conhecimento se sentiriam motivados, tanto moralmente como financeiramente, a permanecer no país e nos ajudar a construir uma sociedade cada vez mais integrada com o progresso.