Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 04/06/2020

Com o passar do tempo, tornou-se cada vez mais recorrente, no Brasil, a emigração de profissionais com um elevado grau, de especialização no ramo da ciência tecnológica, para outra nação. Isso está ocorrendo, devido à negligência do país para com o desenvolvimento científico, o que não é de hoje. Por conseguinte, é necessária uma melhor análise sobre o tema abordado.

Recentemente, a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, uma das pesquisadoras brasileiras de maior destaque mundial, saiu do seu país e em carta, disse “ter-se cansado do ambiente que incentiva a mediocridade”. “A ciência brasileira está agonizante”. Isso provando as péssimas condições de oportunidade que possui um especialista dessa área no Brasil. Diz ela que já teve que desembolsar dinheiro do seu próprio bolso para continuar suas pesquisas. Essas péssimas condições tecnológicas não é de hoje, isso vem desde o período das Revoluções Industriais, que ao invés de ocorrer a industrialização no Brasil naquele momento, veio a ocorrer de forma tardia, comparada a outros países, visto que, a metrópole proibia o estabelecimento de fábricas, para que os brasileiros recorressem, aos produtos manufaturados de Portugal. Consequentemente, somente, no governo de Getúlio Vargas (1930-1945), tal processo foi retomado e a indústria brasileira teve um grande impulso.                                 É notório que, o investimento no desenvolvimento científico, é algo essencial para a evolução do Brasil, entretanto, a disponibilidade financeira, nesse cenário, é o que mais afeta para a realização desse ato, e isso é um dos fatores que impede esta nação, pois nunca esbanjou capital, e na atual crise que estamos, o quadro se agrava ainda mais. Por conseguinte, acarreta na diáspora dos mais brilhantes cérebros brasileiros.

Portanto, percebemos que tornou-se, cada vez, mais recorrente a fuga dos cérebros do Brasil, devido à desvalorização dos mesmos e a indisponibilidade desta nação, de suprir as necessidades dos profissionais do meio científico. Consequentemente, para que dê a atenção e a valorização devida à esses especialistas, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, juntamente com o Ministério da Educação, devem criar ambientes mais acessíveis, com acesso as mais diversas máquinas para os pesquisadores e disponibilizar projetos de profissionalização da juventude, respectivamente, a fim de formar uma geração muito talentosa no ramo tecnológico. Sendo assim, o país contará futuramente com os mais brilhantes cientistas brasileiros.