Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 04/06/2020

A fuga de cérebros se trata da migração de profissionais especializados em suas áreas de atuação de países pobres ou emergentes para centros desenvolvidos que carecem de tais habilidades. Em virtude do mesmo, dados da Receita Federal mostram que entre 2011 e 2018 houve um crescimento de 184% no número de pessoas que migraram definitivamente do Brasil para outros países. Isto é, esses especialistas estão saindo do país em busca de mais oportunidades, esquivando-se de instabilidade política, riscos à saúde, ou entre outros. Portanto, evidencia-se que, o Brasil deva procurar maneiras voltadas a combater este problema, sendo necessário fornecer mais oportunidades dentro do mesmo aos profissionais e também priorizar o ensino pós-gradual. Assim sendo, reduzindo o aumento excessivo de migração desses cérebros.

Em conclusão, é imprescindível que mais oportunidades sejam geradas a todos, por meio de investimentos na educação e geração de empregos no país. Dessarte, pode-se reparar que no ano de 2017 mais de 21 mil profissionais saíram definitivamente do Brasil para os EUA, mostrando que, devido à falta de oportunidades, locais bem desenvolvidos e com grandes centros de pesquisa, junto a uma concentração de chances são a melhor opção a essas pessoas. Em suma, se torna nítido que, para combater a fuga de capital humano, o país tem de evoluir bastante nos setores educacionais e políticos, assim, atraindo aqueles de fora e os que já saíram, e prevenindo que outros saiam.

Sobretudo, ao se tratar da fuga de cérebros, é perceptível que grande parte desses fugitivos saem do país em busca de realizar sua pós-graduação, acabando por ficar no exterior. Como se pode ver, a exemplo disso, os dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) revelam que apenas 0,8% da população entre 25 e 64 anos possui o nível de mestrado, porcentagem 16 vezes menor que de outros países da mesma organização. Tal qual mostra que o país apresenta uma baixa preocupação quanto a esse nível de ensino, consoante também aos recentes cortes que ocorreram no atual governo. Logo, é necessário que esse quadro de desatenção seja revertido no país.

Sendo assim, o combate da diáspora cerebral no país será possível apenas se forem criados e fornecido incentivos e chances a esses que são propícios a mesma para que continuem no território. Por isso, cabe ao Governo Federal e Ministério da Educação a criação de políticas de incentivo tanto ao ensino pós-graduado quanto à geração de emprego e chances a recém formados, que por falta do mesmo, são induzidos a buscar lugares onde irão achar tais oportunidades. Então, assim será solucionada a crescente fuga de capital humano no país, trazendo grande crescimento política, educacional e socialmente a este.