Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 02/06/2020

“Brain Drain” ou fuga de cérebros consiste na imigração em massa de indivíduos com aptidões técnicas e prontos para serem inseridos no mercado de trabalho. Esse é um problema muito grande enfrentado pelo Brasil, no qual muitos brasileiros que estudam ou se formaram no país, buscam outros lugares para trabalharem e se especializarem. Nesse contexto, existem inúmeros fatores que causam essa saída, como melhores condições de vida e trabalho, além de maiores investimentos em educação e pesquisa. Com efeito, um diálogo entre instituições públicas sobre os efeitos da fuga de cérebros é medida que se impõe.

Em primeira instância, é notório que as condições socioeconômicas de um país são um grande fatos repulsivo. A Constituição de 1988 -norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro- tem como objetivo erradicar a pobreza e reduzir a desigualdade social, garantindo saúde, educação, segurança e moradia a todos. No entanto, isso não ocorre de forma eficaz, pois a desigualdade, o desemprego e a falta de oportunidades são muito grandes, com isso, muitas pessoas vão para outros países em busca de melhores condições, direitos sociais e melhores remunerações no trabalho.

Além disso, a falta de investimentos públicos na educação e pesquisa fazem com que estudantes e profissionais migrem para países onde eles podem se especializar. Os governantes dos principais nações desenvolvidas, entendem que a educação e pesquisa são os fatores que mais favorecem o crescimento e desenvolvimento de um país, dessa forma, há muito investimento público nessa área. No entanto, o Brasil está regredindo nesse aspecto, em 2019 houve um grande corte de verbas de universidades públicas, o que dificulta o seguimento de estudos científicos. Nesse viés, muitos pesquisadores se veem obrigados a migrar para lugares onde terão apoio do governo.

Urge, portanto, que instituições públicas cooperem para mitigar essa problemática. Cabe ao Ministério dos Direitos Humanos garantir a diminuição da desigualdade social e o aumento de oportunidade de trabalho a todos, por meio de melhor repartição de riquezas, a fim de que haja maior igualdade e os direitos constitucionais sejam de fato garantidos. Ademais, cabe ao Ministério da Educação aumentar as pesquisas científicas nas universidades, investimento dinheiro nessa área e contratando pesquisadores, a fim de que haja crescimento científico e o país se torne uma nação desenvolvida; somente assim, diminuirá a fuga de cérebros no país.