Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 02/06/2020
Segundo o biólogo Charles Darwin, não são os mais fortes que sobrevivem, mas sim os mais bem adaptados às condições adversas. Nesse sentido, é válido comparar a situação atual dos brasileiros, que ao se instalarem em locais que deem a eles oportunidades de desenvolvimento científico, se tornam mais bem sucedidos em suas pesquisas. Logo, é imprescindível para o planejamento do país entender como a migração de intelectuais, pela ausência de centros criativos tecnológicos e pela desvalorização da carreira acadêmica, afetam o avanço nacional.
Em prelúdio, cabe ressaltar, que em 2019, o atual presidente Jair Bolsonaro, cortou uma grande parcela monetária dirigida para às universidades, justificando-se na mídia ser pela má gestão e prestação de contas das faculdades ao governo. Portanto, é fato que, independentemente do destino final deste dinheiro, é certo que investimentos em equipamentos científicos de pesquisa e aplicações para produzir lugares mais bem preparados estão sendo deixados de lado. Por consequência, os doutores e mestres acadêmicos, buscam em outros países estruturas que os permitam concluir seus trabalhos, como Darwin em sua viagem para as Américas no século XIX, assim, gera-se o crescimento científico internacional em detrimento do Brasil.
Paralelamente a isso, a desvalorização dos profissionais que escolhem seguir a carreira no meio estudantil é muito grande, destarte, o incontentamento pessoal os induzem a buscar lugares propícios para a sua boa convivência. A exemplo do processo citado anteriormente, encontra-se o caso do filósofo e conselheiro do presidente, Olavo de Carvalho, que segundo ele, com o objetivo de ser menos escarnecido por jornalistas e colunistas pretensiosos, principalmente da emissora ‘‘Globo’’, se mudou para a Virgínia, nos Estados Unidos. Nesse ínterim, é claro perceber que, além de não possuírem estrutura adequada, ainda servem de chacota para aqueles que não vivem no meio científico, portanto, com a saída dos intelectuais, avançar os centros de pesquisas será extremamente difícil, não os tendo atuando e ministrando em território nacional.
Em suma, é papel do governo, por meio do legislativo, criar um mecanismo que bonifique os cidadãos pela publicação de seus trabalhos no Brasil primeiramente. Fazendo isso, a produtividade das pesquisas dará a oportunidade de ser desenvolvidas tecnologias no âmbito nacional, desse modo, à longo prazo, as riquezas geradas poderão dar margem a novos centros conceituados de pesquisa, atraindo as grandes mentes a ficarem no país. Ademais, ao garantir novos investimentos estruturais, a valorização das profissões acadêmicas serão adquiridas, uma vez que a nova credibilidade dada pelo governo, não os deixarão ser atacados, sem que possam reagir à altura.