Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 01/06/2020
No início da colonização brasileira o principal produto de exportação era a cana-de-açúcar, não muito longe disso ainda hoje um dos principais produtos de renda é uma mercadoria agrícola. Talvez isoladamente esse seja um fator favorável para a economia, porém o país vem focando apenas nesse aspecto e esquecendo de crescer no ramo das profissões e produtos qualificados. Diante disso, muitos profissionais estão migrando para outros países por diversos motivos, como por exemplo, por não encontrarem incentivos, financiamentos ou reconhecimentos no Brasil. Porém, esse êxodo pode ser algo bom, pois poderá criar “pontes” com outros lugares. Todavia, uma saída desenfreada trará grandes consequências, como crises econômicas e sociais.
Em primeiro plano, mais de 17 mil trabalhadores saíram do Brasil entre 2011 e 2017, segundo a empresa New World Wealth, pois o ambiente profissional é bastante precário, eles não possuem reconhecimento ou incentivo do governo, logo procuram outros lugares que proporcionem esses recursos. Além disso alguns precisam tirar dinheiro do seu próprio bolso para financiar suas pesquisas, como a neurocientista Suzana Herculano-Houzel. Algo muito doloroso pois são grandes talentos que estão indo embora.
Em segundo plano, esse êxodo pode trazer benefícios, pois criará “pontes” com universidades e empresas de outros países, podendo trazer mais recursos aos profissionais do Brasil. Contudo, essa saída em grande escala ocasionará grandes problemas a economia e a sociedade. Porque um país se faz de homens e livros, como disse o escritor Monteiro Lobato. Ou seja, não adianta apenas termos recursos e escolas se não temos estudantes, mas também de nada vale ter pessoas e não possuir bens.
Portanto, a saída desses talentos do Brasil traz mais malefícios do que benefícios. Então, é necessário que o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Ciência e Inovações, forneça financiamentos e melhores condições para os profissionais, principalmente pesquisadores e trabalhadores da área de tecnologia. Também é necessário que o Ministério da Educação incentive por meio de novos projetos e bolsas que visem inovações e assim estimule as crianças e jovens a estudarem mais e mudar o seu país.