Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 26/05/2020
No atual cenário brasileiro, tem se observado uma grande e significativa migração de talentos brasileiros que, devido às melhores oportunidades, escolhem outros países para desenvolver seus estudos e carreira. O Brasil tem enfrentado enormes desafios no combate a essa “fuga de cérebros”. Uma grande dificuldade tem sido mudar a mentalidade brasileira, que já vem de muito tempo, a qual não acredita que o financiamento na ciência possa trazer consequências positivas relevantes. A opinião pública em nosso país tende a não valorizar o estudo científico, consequentemente, não se esforça em promover os trabalhos e projetos do mesmo. Dayson Friaça Moreira, biólogo graduado na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e com mestrado e doutorado no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), atualmente morando no estado da Califórnia, comentou o seguinte: “Nos Estados Unidos, o cientista é muito valorizado e respeitado, o que em geral não acontece no Brasil. Quando estava fazendo meu doutorado no Brasil, tive que ouvir muito a frase ‘você só estuda, não trabalha’”. Outro grande erro brasileiro que, sem dúvida alguma, colabora na “fuga de cérebros” em nosso país, é o seu método avaliativo. No Brasil é dado grande valor as notas nas provas e exames nacionais, deixando de lado os demais requisitos importantes para se descobrir um admirável talento. O método avaliativo dos países nos quais mais atraem os grandes potenciais é totalmente diferente. Valorizam aquilo que você aprendeu e o que sabe fazer, consideram esses requisitos mais importantes do que certificados e diplomas. Em virtude dos fatos mencionados, é preciso incentivar a alteração dos métodos avaliativos brasileiros, mostrando e analisando as consequências positivas dessa possível mudança. Faz-se necessário criar estratégias para a atração de pessoas capacitadas dentro de nosso país, oferecendo programas gratuitos de desenvolvimento em diversas áreas, para que, desde jovem, sejam observados os grandes potenciais que possuímos, e para que esses, tenham maiores oportunidades dentro do Brasil.