Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 26/05/2020

A falta de incentivo ao desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil remete questões histórico-culturais. Ou seja, como o país sempre foi muito eficiente na produção agropastoril devido ao clima e solo favoráveis, o desenvolvimento de novas tecnologias principalmente durante o Brasil Colonial nunca foi prioridade como era na Europa.

Em primeiro lugar, de acordo com o diretor do curso de Ciências Econômicas da PUC-Campinas, Prof. Dr. Izaias de Carvalho Borges, com a posição geográfica favorável do Brasil, o setor primário sempre foi algo economicamente vantajoso. Assim, os principais investimentos recaem na produção agrária, deixando as outras áreas “esquecidas”. Logo, após décadas de investimentos, “o Brasil é primeiro mundo em tecnologia agrícola”. Diante da crise atual, esse quadro se intensifica. Como um encadeamento de consequências disso, cientistas preferem a busca pelo sucesso internacional, como aconteceu com grande parte da equipe do pesquisador Sérgio Teixeira, que é chefe do laboratório de Doenças Neurodegenerativas do Instituto de Bioquímica Médica da UERJ. Segundo ele, essa “fuga de cérebros” é apenas um dos obstáculos enfrentados da ciência brasileira.

Em segunda análise, vale lembrar também que os contingenciamentos feitos nas pesquisas da medicina estudantil, desacelerou, o que poderia ser, mesmo em meio a uma crise financeira, um garimpo, que consequentemente, traria uma direção a ser tomada, evitando custos excessivos, e fazendo com que, permanecessem os nossos “rookies” da medicina, os quais, deixam nosso país com extremo pesar, pois sabendo que existem outros semelhantes tão promissores quanto, fariam de certa forma, uma estrutura que viria a calhar por gerações futuras.

Diante dos eventos supracitados, não é conclusivo que o Brasil nunca venha ter importância em âmbito tecnológico e cientifico. Exemplo disso é que a exportação de aviões cresceu 31,5% no primeiro trimestre de 2016, segundo o site Época. Mas para tal reconhecimento é necessário que Governo Federal, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações forneça melhores condições para pesquisadores brasileiros, ampliando e equipando seus laboratórios. Cabe também ao Ministério da Educação que incentive alunos a ingressarem no ramo científico fornecendo melhores bolsas e criando programas de reconhecimento para o aluno e professor que crie bons projetos.